Você não precisa gostar de completar tantos anos de vida.
Comemorar... por quê?
Ninguém sabe exatamente com que fim, mas todos o fazem.
Uns de formas mais simples, outros de formas mais complexas (leia-se muito cara).
O importante é que você está ficando mais velho.
E isso é o suficiente para deprimí-lo?
São 6 bilhões de pessoas no mundo e você é apenas mais uma sendo felicitada por sobreviver a essa imensidão.
Quem sabe um dia o mundo exploda.
Mas enquanto ele existe, você existe.
E se você existe, agradeça por isso.
Pense e agradeça pelo fato de você não estar no meio de muitas bombas, correndo o risco de perder a vida em um instante.
É claro que você corre o risco de ser assaltado, e morrer por aí.
Não é metendo medo.
É a realidade.
A triste, mas real.
Porém, todos nós corremos esse risco. É, você não está sozinho.
Não? Não.
Bem capaz.
Por mais insignificante que pareça pra muitos, até um cachorro se preocupa com você. O dono que dá a água fresca, a comida cara, o banho, o passeio... ele sente falta.
Interesseiro de uma figa.
Mas a morte é algo que ninguém sabe de nada, e todo mundo está sujeito a encará-la.
E eu já falei sobre o desconhecido num outro post. Preguiçoso de merda, vá ler os outros se estiver mesmo interessado nesse monte de palavras digitadas sem rumo.
É difícil dizer que não se tem medo. Medo tem. O que você pensa que acha que não tem é medo, mas no fundo você está é amedrontado que alguém descubra que você o tenha.
Peço desculpas pela confusão.
Fiquei assustada de como o tempo passa e como as coisas boas vão ficando pra trás.
Simplesmente as esquecemos, como o almoço de ontem.
Eu não lembro o que comi ontem.
Não sei porque, mas me vieram almôndegas gigantes na cabeça. E faz meses que não como almôndegas.
Desejo.
Olho grande, isso sim.
Aí você fica pensando que nos primeiros aniversários, você colocava trilhões de balões espalhados pra criançada e que no final da festinha não sobrava quase nenhum, porque ou eram pisoteados ou levavam pra casa pra murcharem num maldito canto.
Fru-fruzada: docinhos, salgadinhos, copinhos, garfinhos, brinquedinhos, presentinhos...e um bolo colossal só pra cantar parabéns com uma vela.
Isso vai até o "bolão" ficar com umas dez velas.
Daí em diante, é mais despreocupado. Largado. Pra quê todos aqueles balões se nem crianças mais tem?
Agora são adolescentes, são da tecnologia. Do emi éssi êni, do iogurti. Do clica-aqui-e-reflete-lá.
Só uma lembrancinha.
A variedade de comidas aumenta, mas nem tanto.
Novas bebidas surgem.
Álcool existe, agora. E depois que chega, ele fica até a última vela, com a desculpa de que te deixa mais desinibido.
Festa de 15 para as garotas. Hoje em dia, fiquei sabendo que para garotos também!
Uma caralhada de dinheiro. Presentão.
Dos 18~30, acredito que muda tudo.
Vai pro prático, simples e rápido: comemoração numa casa noturna, pizzaria ou o típico "churrasquinho". Noites longas.
Acabou.
Acabou o dinheiro para os presentes.
E os filhos da puta arranjam uns trocados pra comprarem um pinto de borracha nos 24 anos.
Passou tudo muito rápido, e estamos recém no trinta, ainda há muita vida pela frente.
Parabéns aos que terão filhos e que deixaram seu legado da espécie no mundo.
Que exploda de vez, mesmo.
Aos "Brás-Cubanos": "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da miséria humana."
Muito bonito isso. Poético. Recomendo o livro, aliás.
Agora é só um abraço, um telefonema, um e-mail, um SMS.
Cadê todas as crianças?
São seus filhos, quem sabe vem aí um neto.
É só ter força de vontade e você poderá ainda vê-los enquanto estiver vivo.
Muita academia e alimentação saudável.
De vez em quando um churrasco aqui, só pra dizer que você ainda existe.
Minhas grandiosas palmas para uma sobrevivente de cinquenta e cinco anos, nova, com saúde física ótima, mas mental não tão perfeita assim. Quase querendo voltar à infância.
Não tem problema, o amor de filho não se importa com defeitos assim. E isso não é defeito, é apenas um pequeno problema, incomparável a tantos outros que conhecemos mundo afora e preferimos não aceitá-los.
A barra é pesada e tenho certeza que um ano a mais é menos doloroso do que um ataque cardíaco, um acidente de carro ou moto, uma facada, um estupro, um tiro no peito, um erro cirúrgico, um afogamento...
Sem mais desgraças.
É só o homem contra a natureza...
é só o homem contra o próprio homem.
Estamos acostumados.
Independente se há ou não alguém dentre 6 bilhões que se importe com a sua presença, comemore a sua vitória por esse caminho infernal - erga um copo da água, engula seu antidepressivo e feche os olhos. Boa noite.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Ele & Ela
Ninguém nunca pensou que um dia os papéis pudessem ser invertidos?
Leia e tire suas próprias conclusões.
Ele é baixinho e mais novo.
Ela mede 1,75 e tem 24 anos.
Ele é educado.
Ela fala palavrão.
Ele abraça e dá um beijo na bochecha.
Ela levanta o braço e acena de longe.
Ele calça 37.
Ela calça 40.
Ele é hipertenso.
Ela é diabética.
Ele usa regata justa de tons claros.
Ela usa camisa larga de tons escuros.
Ele chora.
Ela sorri.
Ele conta piadas.
Ela é irônica.
Ele crê em Deus.
Ela crê nas pessoas que lhe fazem bem.
Ele tem os dentes retinhos no lugar.
Ela nunca usou aparelho, mas precisa.
Ele faz natação e tira primeiro lugar.
Ela queima qualquer objeto em casa sem que ninguém veja.
Ele faz academia e mantém uma alimentação saudável.
Ela dorme o dia inteiro e comeu lasanha ontem.
Ele passa um fim de semana na casa dos amigos.
Ela viaja um fim de semana a trabalho.
Ele é compreensivo.
Ela é feminista.
Ele é sincero com palavras.
Ela é mentirosa com gestos.
Ele pega só uma, no máximo duas.
Ela participa da competição de quem pega mais.
Ele é cuidadoso e sempre tenta ajudar os outros.
Ela é debochada e ri das desgraças dos outros.
Ele desenha muito bem.
Ela não consegue fazer uma rubrica direito.
Ele gospe.
Ela cospe.
Ele odeia se apresentar em público.
Ela ama chamar a atenção e ser o centro das atenções numa apresentação.
Ele não torce pra nenhum time de futebol.
Ela é torcedora quase fanática.
Ele joga futebol no videogame.
Ela assiste ao jogo de futebol na TV.
Ele arruma a casa, lava a louça e varre os quartos.
Ela chega do trabalho cansada, joga os tênis pela sala e se atira no sofá.
Ele brinca.
Ela manipula.
Ele conta de 0 a dez.
Ela conta de dez a 0.
Ele gosta de salada de maionese.
Ela gosta de qualquer tipo de salada, menos salada de maionese.
Ele sente.
Ela pensa.
Ele é virgem.
Ela usa camisinha.
Ele quer amor.
Ela quer sexo.
Ele é nerd, usa óculos e, enquanto não a conhece, conversa por meio da internet.
Ela também.
Leia e tire suas próprias conclusões.
Ele é baixinho e mais novo.
Ela mede 1,75 e tem 24 anos.
Ele é educado.
Ela fala palavrão.
Ele abraça e dá um beijo na bochecha.
Ela levanta o braço e acena de longe.
Ele calça 37.
Ela calça 40.
Ele é hipertenso.
Ela é diabética.
Ele usa regata justa de tons claros.
Ela usa camisa larga de tons escuros.
Ele chora.
Ela sorri.
Ele conta piadas.
Ela é irônica.
Ele crê em Deus.
Ela crê nas pessoas que lhe fazem bem.
Ele tem os dentes retinhos no lugar.
Ela nunca usou aparelho, mas precisa.
Ele faz natação e tira primeiro lugar.
Ela queima qualquer objeto em casa sem que ninguém veja.
Ele faz academia e mantém uma alimentação saudável.
Ela dorme o dia inteiro e comeu lasanha ontem.
Ele passa um fim de semana na casa dos amigos.
Ela viaja um fim de semana a trabalho.
Ele é compreensivo.
Ela é feminista.
Ele é sincero com palavras.
Ela é mentirosa com gestos.
Ele pega só uma, no máximo duas.
Ela participa da competição de quem pega mais.
Ele é cuidadoso e sempre tenta ajudar os outros.
Ela é debochada e ri das desgraças dos outros.
Ele desenha muito bem.
Ela não consegue fazer uma rubrica direito.
Ele gospe.
Ela cospe.
Ele odeia se apresentar em público.
Ela ama chamar a atenção e ser o centro das atenções numa apresentação.
Ele não torce pra nenhum time de futebol.
Ela é torcedora quase fanática.
Ele joga futebol no videogame.
Ela assiste ao jogo de futebol na TV.
Ele arruma a casa, lava a louça e varre os quartos.
Ela chega do trabalho cansada, joga os tênis pela sala e se atira no sofá.
Ele brinca.
Ela manipula.
Ele conta de 0 a dez.
Ela conta de dez a 0.
Ele gosta de salada de maionese.
Ela gosta de qualquer tipo de salada, menos salada de maionese.
Ele sente.
Ela pensa.
Ele é virgem.
Ela usa camisinha.
Ele quer amor.
Ela quer sexo.
Ele é nerd, usa óculos e, enquanto não a conhece, conversa por meio da internet.
Ela também.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Aqui, nessa mesa de bar...
Garçom.
Profissão que sei lá quanto deve ganhar. Não muito, pelo que já ouvi.
Mas é divertido, admite aí.
Claro que eu tenho uma leve pena dele. Ele é o poderoso, o paciente, o tranquilo e ao mesmo tempo o fingidor.
Resolvi fazer um post diferente (já com a ideia dos próximos na cabeça - "despedidas no telefone", "ele&ela" e "o cego"). Talvez não muito grande pra evitar cansaço, compensando o anterior que foi um texto bem longo.
Cansativo nem digo, porque minhas leituras são (e pretendo continuar assim) fáceis demais. Qualquer um lê, e entende.
OK, nem todo mundo lê. Nem entende.
Assim, tenho pena porque trabalhar nesse calor é foda.
Ouvi essa frase hoje e você vai entender porque é foda:
"Porto Alegre faz trinta graus na sombra e trinta e cinco no sol."
Não me pergunte. Eu também não entendi.
Foi uma cobradora de ônibus quem disse isso... mas não menospreze quaisquer profissão. Ela era mulher.
Era não, é.
E preste atenção sempre no que eu digo; elas ainda vão dominar o mundo.
Viraremos lésbicas e o mundo vai parar de procriar.
Merda.
O poder do garçom consiste no "mini" ou leve flerte com o olhar.
Adoro isso.
É interessante porque ele tá no trabalho dele e ele, na verdade, não pode fazer absolutamente nada.
Odeio isso.
Já encontrei muitos garçons (é essa a porra do plural?) bonitos, charmosos e atraentes (destaque aqui para a Grelhattus, uma galeteria onde, além deles serem tudo isso, são supereducados e calmos) e nenhum deles vai poder ser meu namorado um dia. Ou talvez sim. Não crio tantas esperanças, o flerte teria que ser bom pra cacete.
A paciência, grandiosa e exuberante, vem sei lá de onde. Eu já sou bem estouradinha, daí tu imagina um deles atendendo uma cliente chata como eu.
Existe uma linha tênue para a diferenciação de estouradinha ou chata para nojenta ou fresca.
Eu como de tudo.
Menos salada de maionese. Trauma dos meus dez, onze ou doze anos de idade que eu vomitei essa porcaria quatro vezes no ônibus.
Graças a Deus que eu não traumatizei com arroz. Porque saiu de mim muito disso também.
A tranquilidade é companheira da paciência. Acho que no momento que tu é bem paciente, tu acaba se tornando uma pessoa tranquila. Do tipo que vai até a mesa, leva o cardápio. Volta. Leva o bloquinho e começa a anotar bem devagarzinho todos aqueles mínimos detalhes:
Pra mim, um rodízio disso e daquilo.
E uma Coca-Cola bem gelada, sem gelo nem limão.
Porque Coca-Cola com limão é Pepsi Twist.
E Coca-Cola sem gelo é pela minha dor de garganta.
Não vamos ser hipócritas.
Quem não sabe que o garçom é o cara mais paciente e tudo de bom que já citamos aí... mas, no fundo, beeeem lá no fundo (infelizmente, o buraco é grande) ele é um completo fingidor.
Ele quer mais é que tu coma a primeira carne envenenada que ele tentou colocar entre os temperos dos Cheff's pra tu pagar a porra do rodízio de galetos e que ainda deixe os 10% pago.
10% não é muito caro.
Só que, numa galeteria como a Grelhattus, 100 reais vai facinho.
Acrescenta mais dez aí. É a porcaria dos dez por cento.
Mas pensa bem... releia o post (ou apenas o parágrafo acima) e veja por tudo o que ele passa.
Não é muito.
Pra ele, é muito.
Ele tem puta vontade é de arrancar aquele avental, a roupa engomadinha ou até mesmo o conhecido terno-e-gravata e ir jantar em algum lugar por aí.
Quem sabe num xis de esquina, onde não tenha um garçom no qual ele possa se enxergar.
Profissões entre profissões:
a maioria busca esconder uma a outra.
De acordo com a sociedade...
a melhor é ser Médico, mesmo.
E tu já pensou por tudo que um médico passa?
Pare.
Pense.
...
Respire, é claro.
Hospitais fedem.
Prefiro ficar na minha mesa do canto, número 14, sentindo o último gole da Coca-Cola quase quente rasgar a garganta.
E, obviamente, sem deixar de observar o movimento e esperar o garçom vir me flertar.
Profissão que sei lá quanto deve ganhar. Não muito, pelo que já ouvi.
Mas é divertido, admite aí.
Claro que eu tenho uma leve pena dele. Ele é o poderoso, o paciente, o tranquilo e ao mesmo tempo o fingidor.
Resolvi fazer um post diferente (já com a ideia dos próximos na cabeça - "despedidas no telefone", "ele&ela" e "o cego"). Talvez não muito grande pra evitar cansaço, compensando o anterior que foi um texto bem longo.
Cansativo nem digo, porque minhas leituras são (e pretendo continuar assim) fáceis demais. Qualquer um lê, e entende.
OK, nem todo mundo lê. Nem entende.
Assim, tenho pena porque trabalhar nesse calor é foda.
Ouvi essa frase hoje e você vai entender porque é foda:
"Porto Alegre faz trinta graus na sombra e trinta e cinco no sol."
Não me pergunte. Eu também não entendi.
Foi uma cobradora de ônibus quem disse isso... mas não menospreze quaisquer profissão. Ela era mulher.
Era não, é.
E preste atenção sempre no que eu digo; elas ainda vão dominar o mundo.
Viraremos lésbicas e o mundo vai parar de procriar.
Merda.
O poder do garçom consiste no "mini" ou leve flerte com o olhar.
Adoro isso.
É interessante porque ele tá no trabalho dele e ele, na verdade, não pode fazer absolutamente nada.
Odeio isso.
Já encontrei muitos garçons (é essa a porra do plural?) bonitos, charmosos e atraentes (destaque aqui para a Grelhattus, uma galeteria onde, além deles serem tudo isso, são supereducados e calmos) e nenhum deles vai poder ser meu namorado um dia. Ou talvez sim. Não crio tantas esperanças, o flerte teria que ser bom pra cacete.
A paciência, grandiosa e exuberante, vem sei lá de onde. Eu já sou bem estouradinha, daí tu imagina um deles atendendo uma cliente chata como eu.
Existe uma linha tênue para a diferenciação de estouradinha ou chata para nojenta ou fresca.
Eu como de tudo.
Menos salada de maionese. Trauma dos meus dez, onze ou doze anos de idade que eu vomitei essa porcaria quatro vezes no ônibus.
Graças a Deus que eu não traumatizei com arroz. Porque saiu de mim muito disso também.
A tranquilidade é companheira da paciência. Acho que no momento que tu é bem paciente, tu acaba se tornando uma pessoa tranquila. Do tipo que vai até a mesa, leva o cardápio. Volta. Leva o bloquinho e começa a anotar bem devagarzinho todos aqueles mínimos detalhes:
Pra mim, um rodízio disso e daquilo.
E uma Coca-Cola bem gelada, sem gelo nem limão.
Porque Coca-Cola com limão é Pepsi Twist.
E Coca-Cola sem gelo é pela minha dor de garganta.
Não vamos ser hipócritas.
Quem não sabe que o garçom é o cara mais paciente e tudo de bom que já citamos aí... mas, no fundo, beeeem lá no fundo (infelizmente, o buraco é grande) ele é um completo fingidor.
Ele quer mais é que tu coma a primeira carne envenenada que ele tentou colocar entre os temperos dos Cheff's pra tu pagar a porra do rodízio de galetos e que ainda deixe os 10% pago.
10% não é muito caro.
Só que, numa galeteria como a Grelhattus, 100 reais vai facinho.
Acrescenta mais dez aí. É a porcaria dos dez por cento.
Mas pensa bem... releia o post (ou apenas o parágrafo acima) e veja por tudo o que ele passa.
Não é muito.
Pra ele, é muito.
Ele tem puta vontade é de arrancar aquele avental, a roupa engomadinha ou até mesmo o conhecido terno-e-gravata e ir jantar em algum lugar por aí.
Quem sabe num xis de esquina, onde não tenha um garçom no qual ele possa se enxergar.
Profissões entre profissões:
a maioria busca esconder uma a outra.
De acordo com a sociedade...
a melhor é ser Médico, mesmo.
E tu já pensou por tudo que um médico passa?
Pare.
Pense.
...
Respire, é claro.
Hospitais fedem.
Prefiro ficar na minha mesa do canto, número 14, sentindo o último gole da Coca-Cola quase quente rasgar a garganta.
E, obviamente, sem deixar de observar o movimento e esperar o garçom vir me flertar.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Eternas três horas...
Três horas. Cento e oitenta minutos. Dez mil e oitocentos segundos.
Os milésimos tu faz uma regra de três e descobre.
Esse foi o maior tempo que meu pai já fez de viagem, até onde sei.
Porque caminho da praia todo mundo (acha que) conhece.
Ontem não foi bem assim.
Cinquenta e poucos quilômetros a mais.
Não tem problema.
Sobrevivi mesmo.
O terror acontece quando a gente menos espera. A gente tá cansado de olhar pro lado e perceber que é tudo sempre a mesma coisa.
Vou explicando melhor com o decorrer das palavras.
Uma hora você nota que, pela mesma estrada, as árvores são as mesmas, aquele buraco nunca vai ser tapado, o sol sempre vai estar se pondo por alí, o túnel verde é um túnel meio cheio-de-brechas mas sempre vai ser o túnel...
Difícil quando você não sabe explicar o porque de todas essas coisas estarem alí: elas simplesmente estão.
E mais difícil ainda quando você não sabe explicar que não sabe ler placas.
Eu ainda não tenho a minha carteira de motorista.
É...
ainda.
E nem por isso vou deixar de ler as placas.
Aprendi assim.
E assim que eu vou fazer.
Trate de não deixar de lê-las também.
O fato de você não ler as placas leva você a um lugar muito óbvio: o desconhecido.
Aposto que muitos retorceram a boca só de falar a palavra. É comum, não se preocupe.
O desconhecido sempre assusta maioria. Tem gente que tem medo do novo, do arriscado, do diferente.
Pois saiba que eu nunca tive medo do desconhecido.
E é claro que o que eu disse é mentira.
Só que tem uma coisa que é certa: com o tempo, você aprende a conviver, por mais que não goste do desconhecido. Entende que cada dia que passa, é um dia diferente, mesmo que você faça as mesmas coisas do dia anterior. Aí, o desconhecido acaba se tornando comum, habitual...
Veja bem.
Trocar a direita pela esquerda pode dizer muito.
Prestem atenção, mulheres. Vocês só tem a porra do bom achômetro (que muitas vezes dá certo, diga-se de passagem!)... senso de direção, que é bom, nada.
E foi comprovado.
Ontem meu pai trocou a direita que dizia FREEWAY, pela esquerda que dizia SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA.
Veja bem MESMO.
São dois caminhos totalmente distintos.
Homem não tem que achar merda nenhuma. Tem é que ter convicção. Ele não fez o retorno porque ACHAVA que pela FREEWAY voltaria para a praia.
Resultado?
Merda.
E das bem fedidas.
Eternas três horas de viagem no carro, em plena escuridão das 21:25 até 00:25.
Na real, era 00:45. Vinte minutinhos já em Porto Alegre, por isso não contam.
Devo ressaltar aqui duas partes das mais tenebrosas da viagem, porque o resto foi só uma estrada cheia de pequenas curvas que praticamente obrigavam a velocidade entre sessenta a oitenta.
A primeira:
Depois de uma (ao menos aparentava) rótula, pegamos a estrada do meio.
Meu pai involuntariamente parou.
Depois que olhei pra frente que entendi - a estrada estava deserta e o escuro tomava conta infinitamente dela. Brilhavam apenas aquelas pedrinhas (hoje retruco o que dizia no passado, de que elas sempre foram inúteis de dia e eu nunca entendia o porquê delas ali... agora eu agradeço por existirem!) formando a beira da estrada com a intensidade refletida da luz dos faróis.
Beira da estrada não é suficiente.
Tanto que não foi suficiente que meu pai parou o carro e saiu da estrada, pensando em retornar.
Logo veio um carro pela mesma estrada que a nossa.
Ele o observou e sem pensar muito (de novo...) acelerou. Se ela não tivesse um fim, infinitamente andaríamos por ela. Ou até a gasolina acabar.
Sorte.
Não acabou.
A segunda:
Três caminhos. Uma saída.
Qual você escolheria?
O carro novamente parou. A estrada da esquerda era contra-mão... nesse mesmo momento em que decidíamos com a sensação de pavor no seu ápice, um carro vai por ela e passa pela gente.
A estrada em frente tinha uma placa com um homenzinho preto que tipo capinava em grama nenhuma. (Era aquelas de OBRAS, sabe?)
A da direita fazia uma curva muito acentuada, um tipo de retorno.
Tudo desconhecido e MUITO escuro.
Voltamos ao achômetro e senso de direção. Lembrando que mulher tem o primeiro e o homem o segundo.
"Eu acho que é pela direita. Tem muita luz pra lá, parece cidade. Deve ter algo." - Eu digo com o meu achômetro que muitas vezes me levou a muitos lugares.
"Que cidade o quê. Só por luz não existe, não é!" - Meu pai retruca com o carro ainda parado, mas ligado.
Assim que ele olha pelo retrovisor a luz de um carro vindo atrás, ele vai pro lado e o carro segue pelo caminho da direita, fazendo a curva assustadora.
Meu pai não perde tempo e segue junto.
Afinal, tem luz.
Se tem luz, tem cidade.
Acredite, isso funcionou.
E sempre funciona.
Depende da situação, é claro.
Após alguns minutos de curva e ao chegar a mais uma estrada retilínea...
Esteio.
E finalmente um posto de gasolina com pessoas, movimento, carros, população.
Cidade.
Casas.
A minha casa.
Nunca precisei tanto dela como naquele momento. Tanto precisei que liguei para o 190 (só agora, sim. simplesmente porque na estrada, que era tão escura, e tinha tanto verde e mato que nem sinal tinha!) e pedi ajuda.
"Bê érre cento e dezesseis. Quilômetro duzentos e cinquenta e seis. Eu quero chegar em Porto Alegre, como eu faço?"
"Você está em Esteio ou Gravataí?"
"Eu não sei de mais nada, já li tanta placa. Acho, não, não acho não, tenho quase certeza, Esteio."
"Continua seguindo reto que vai dar em Porto Alegre, é garantido e não tem como pegar outros lados."
"Tô com medo. Acabamos de parar num posto que meu pai desceu do carro e foi perguntar onde estamos e o que fazemos. Ei, se eu não conseguir chegar, tu vem me buscar?"
"*risadinha* Fique calma que vai dar tudo certo."
Pausa.
Nunca me diga que está tudo bem ou que no final vai acabar tudo certo porque isso não funciona. NÃO.
NÃO FUNCIONA.
Quer um exemplo?
Desde o início do meu ensino médio me disseram que eu passaria no vestibular de primeira porque eu estava sendo bem preparada.
Acreditei.
E logo completaram com um "vai dar tudo certo!".
Pense seis segundos. Não é muito.
Exatamente.
Você acaba de se contradizer.
Continua.
O policial filho duma puta me diz isso no telefone. As minhas unhas já estavam mais do que maltratas com a minha salíva, línguas e dentes e o cara me fala isso lá pela meia noite passada.
Um dia me disseram que a esperança é a última que morre.
Com o tempo de estrada que já tínhamos percorrido, ela seria a última a morrer mesmo.
Porque eu ainda estava viva.
Não sei como. Sabia que estava.
Percorremos a estrada que restava e depois de alguns 20 minutos ainda, chegamos na minha cidadezinha.
Boa, dá pra se viver.
"Porto Alegre me doi." - Lala cantarolou.
E como doi.
Ao menos, doeu pra chegar.
Zona Norte.
Protásio Alves.
Ary Tarragô.
Rua dos fundos.
Não, a Ary Tarragô não é a rua dos fundos. Esse é só meu caminho mental, mesmo.
O resto você descobre por sí mesmo.
Pode vir aqui, porque aqui tem bolinho de queijo e bauru.
Não é daqui, é da Caverna do Ratão mesmo.
Anos de tradição e qualidade, de acordo com o slogan.
Ganhei um copo.
Cinco pila o cacete.
Retiro-me aqui depois desse longo post, que tá quase parecendo a minha viagem: eternas três horas escrevendo...
e escrevend...
e escreven...
e escreve...
e escrev...
e escre...
e escr...
e esc...
e es...
e e.
Os milésimos tu faz uma regra de três e descobre.
Esse foi o maior tempo que meu pai já fez de viagem, até onde sei.
Porque caminho da praia todo mundo (acha que) conhece.
Ontem não foi bem assim.
Cinquenta e poucos quilômetros a mais.
Não tem problema.
Sobrevivi mesmo.
O terror acontece quando a gente menos espera. A gente tá cansado de olhar pro lado e perceber que é tudo sempre a mesma coisa.
Vou explicando melhor com o decorrer das palavras.
Uma hora você nota que, pela mesma estrada, as árvores são as mesmas, aquele buraco nunca vai ser tapado, o sol sempre vai estar se pondo por alí, o túnel verde é um túnel meio cheio-de-brechas mas sempre vai ser o túnel...
Difícil quando você não sabe explicar o porque de todas essas coisas estarem alí: elas simplesmente estão.
E mais difícil ainda quando você não sabe explicar que não sabe ler placas.
Eu ainda não tenho a minha carteira de motorista.
É...
ainda.
E nem por isso vou deixar de ler as placas.
Aprendi assim.
E assim que eu vou fazer.
Trate de não deixar de lê-las também.
O fato de você não ler as placas leva você a um lugar muito óbvio: o desconhecido.
Aposto que muitos retorceram a boca só de falar a palavra. É comum, não se preocupe.
O desconhecido sempre assusta maioria. Tem gente que tem medo do novo, do arriscado, do diferente.
Pois saiba que eu nunca tive medo do desconhecido.
E é claro que o que eu disse é mentira.
Só que tem uma coisa que é certa: com o tempo, você aprende a conviver, por mais que não goste do desconhecido. Entende que cada dia que passa, é um dia diferente, mesmo que você faça as mesmas coisas do dia anterior. Aí, o desconhecido acaba se tornando comum, habitual...
Veja bem.
Trocar a direita pela esquerda pode dizer muito.
Prestem atenção, mulheres. Vocês só tem a porra do bom achômetro (que muitas vezes dá certo, diga-se de passagem!)... senso de direção, que é bom, nada.
E foi comprovado.
Ontem meu pai trocou a direita que dizia FREEWAY, pela esquerda que dizia SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA.
Veja bem MESMO.
São dois caminhos totalmente distintos.
Homem não tem que achar merda nenhuma. Tem é que ter convicção. Ele não fez o retorno porque ACHAVA que pela FREEWAY voltaria para a praia.
Resultado?
Merda.
E das bem fedidas.
Eternas três horas de viagem no carro, em plena escuridão das 21:25 até 00:25.
Na real, era 00:45. Vinte minutinhos já em Porto Alegre, por isso não contam.
Devo ressaltar aqui duas partes das mais tenebrosas da viagem, porque o resto foi só uma estrada cheia de pequenas curvas que praticamente obrigavam a velocidade entre sessenta a oitenta.
A primeira:
Depois de uma (ao menos aparentava) rótula, pegamos a estrada do meio.
Meu pai involuntariamente parou.
Depois que olhei pra frente que entendi - a estrada estava deserta e o escuro tomava conta infinitamente dela. Brilhavam apenas aquelas pedrinhas (hoje retruco o que dizia no passado, de que elas sempre foram inúteis de dia e eu nunca entendia o porquê delas ali... agora eu agradeço por existirem!) formando a beira da estrada com a intensidade refletida da luz dos faróis.
Beira da estrada não é suficiente.
Tanto que não foi suficiente que meu pai parou o carro e saiu da estrada, pensando em retornar.
Logo veio um carro pela mesma estrada que a nossa.
Ele o observou e sem pensar muito (de novo...) acelerou. Se ela não tivesse um fim, infinitamente andaríamos por ela. Ou até a gasolina acabar.
Sorte.
Não acabou.
A segunda:
Três caminhos. Uma saída.
Qual você escolheria?
O carro novamente parou. A estrada da esquerda era contra-mão... nesse mesmo momento em que decidíamos com a sensação de pavor no seu ápice, um carro vai por ela e passa pela gente.
A estrada em frente tinha uma placa com um homenzinho preto que tipo capinava em grama nenhuma. (Era aquelas de OBRAS, sabe?)
A da direita fazia uma curva muito acentuada, um tipo de retorno.
Tudo desconhecido e MUITO escuro.
Voltamos ao achômetro e senso de direção. Lembrando que mulher tem o primeiro e o homem o segundo.
"Eu acho que é pela direita. Tem muita luz pra lá, parece cidade. Deve ter algo." - Eu digo com o meu achômetro que muitas vezes me levou a muitos lugares.
"Que cidade o quê. Só por luz não existe, não é!" - Meu pai retruca com o carro ainda parado, mas ligado.
Assim que ele olha pelo retrovisor a luz de um carro vindo atrás, ele vai pro lado e o carro segue pelo caminho da direita, fazendo a curva assustadora.
Meu pai não perde tempo e segue junto.
Afinal, tem luz.
Se tem luz, tem cidade.
Acredite, isso funcionou.
E sempre funciona.
Depende da situação, é claro.
Após alguns minutos de curva e ao chegar a mais uma estrada retilínea...
Esteio.
E finalmente um posto de gasolina com pessoas, movimento, carros, população.
Cidade.
Casas.
A minha casa.
Nunca precisei tanto dela como naquele momento. Tanto precisei que liguei para o 190 (só agora, sim. simplesmente porque na estrada, que era tão escura, e tinha tanto verde e mato que nem sinal tinha!) e pedi ajuda.
"Bê érre cento e dezesseis. Quilômetro duzentos e cinquenta e seis. Eu quero chegar em Porto Alegre, como eu faço?"
"Você está em Esteio ou Gravataí?"
"Eu não sei de mais nada, já li tanta placa. Acho, não, não acho não, tenho quase certeza, Esteio."
"Continua seguindo reto que vai dar em Porto Alegre, é garantido e não tem como pegar outros lados."
"Tô com medo. Acabamos de parar num posto que meu pai desceu do carro e foi perguntar onde estamos e o que fazemos. Ei, se eu não conseguir chegar, tu vem me buscar?"
"*risadinha* Fique calma que vai dar tudo certo."
Pausa.
Nunca me diga que está tudo bem ou que no final vai acabar tudo certo porque isso não funciona. NÃO.
NÃO FUNCIONA.
Quer um exemplo?
Desde o início do meu ensino médio me disseram que eu passaria no vestibular de primeira porque eu estava sendo bem preparada.
Acreditei.
E logo completaram com um "vai dar tudo certo!".
Pense seis segundos. Não é muito.
Exatamente.
Você acaba de se contradizer.
Continua.
O policial filho duma puta me diz isso no telefone. As minhas unhas já estavam mais do que maltratas com a minha salíva, línguas e dentes e o cara me fala isso lá pela meia noite passada.
Um dia me disseram que a esperança é a última que morre.
Com o tempo de estrada que já tínhamos percorrido, ela seria a última a morrer mesmo.
Porque eu ainda estava viva.
Não sei como. Sabia que estava.
Percorremos a estrada que restava e depois de alguns 20 minutos ainda, chegamos na minha cidadezinha.
Boa, dá pra se viver.
"Porto Alegre me doi." - Lala cantarolou.
E como doi.
Ao menos, doeu pra chegar.
Zona Norte.
Protásio Alves.
Ary Tarragô.
Rua dos fundos.
Não, a Ary Tarragô não é a rua dos fundos. Esse é só meu caminho mental, mesmo.
O resto você descobre por sí mesmo.
Pode vir aqui, porque aqui tem bolinho de queijo e bauru.
Não é daqui, é da Caverna do Ratão mesmo.
Anos de tradição e qualidade, de acordo com o slogan.
Ganhei um copo.
Cinco pila o cacete.
Retiro-me aqui depois desse longo post, que tá quase parecendo a minha viagem: eternas três horas escrevendo...
e escrevend...
e escreven...
e escreve...
e escrev...
e escre...
e escr...
e esc...
e es...
e e.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Carpe Diem?
Chore o quanto quiser chorar. Destrua vidas.
Porém, necessariamente aprenda:
a vida é uma só.
E a sensação é de como se ela tivesse acabado.
Será esse o tão falado Adeus, bonito e um dia tão charmoso "Carpe Diem"...?
Bon Jovi já dizia, em uma das suas canções mais belas ("Something for the Pain"):
"But I almost lost my faith when I hit reality"
Olha, eu só não perdi a minha fé porque eu sei que esse cantor maravilhoso vai estar sempre comigo, assim como a maioria dos meus amigos. E é sério, é maravilhoso mesmo. Se tu não ouviu ainda, tá deixando tua vida passar a toa...assim, assim.
Apenas um dia espero relembrar essa lembrança (é pra ser redundante mesmo, nunca disse que não) e dizer que, quanto à dor, nada fora em vão.
Mas para isso, todos nós precisamos de uma garantia.
"Talvez" não me garante porra nenhuma.
Um último esforço.
Eu gosto quando as pessoas se esforçam pra mim, mesmo eu sendo um pouco perdida quanto a isso. Normalmente, elas se esforçam até demais, coisa desnecessária.
Rapidinho.
Eu acabei de pausar a música da Lady GaGa que eu tava curtindo aqui afu. Já até dancei.
Acho que o silêncio que permanece no meu quarto é espetacular. Ou se tu preferir, aquele barulhinho gostoso do ar condicionado (pausa para a "gabação": cli-ma-ti-za-dor.) circulando pelo meu quarto, trocando o ar ruim pelo geladinho. É, qualquer um dos dois faz da minha concentração esse post infeliz, mas no final fica tudo bem.
Desnecessário porque se tu dá um sorriso, um abraço, faz um carinho... acabou. É isso. O sinal de compaixão, de que tu quer aquilo, de que o que tu busca tá nas tuas mãos e tu acabou de tocar nela.
Agora, se for o contrário...
É.
Já imaginou evitar um abraço?
E se tu estava acostumado com ele, então? Qual a sensação?
É...
Nem adianta balançar a cabeça. Eu aprendi que essas coisas acontecem, cedo ou tarde. Te prepara porque tu também vai passar por isso, se tu tava desejando que eu passasse (de novo) por isso, filho da mãe.
E tem uma palavra só que resume:
dor.
Não é muito agradável nem escrever a palavra. Dor. D-O-R. Dê, ô, érre. Alguns segundos semicerrando os dentes, fazendo um leve biquinho com os lábios e botando a língua entre eles, para o ínicio. Depois um recuo da língua junto ao seu companheiro céu da boca, nem precisando encostar nele.
Pode fazer.
Eu fiz.
A ansiedade também é um fator interessante. Fator de quê? Nem eu sei bem exatamente, mas é um fator, pra qualquer coisa: quando queremos começar uma prova, quando queremos terminar a prova e principalmente quando queremos ter a certeza que, no resultado, a letra A não tenha sido marcada com incerteza.
Isso mesmo. A de ansiedade.
Tenho que ser um pouco mais paciente. É um defeito, eu sei... "Tu conquista com o tempo," já me disseram. E logo em seguida completaram com uma paunocuzisse sem tamanho "mas para isso tem que começar desde já. Respeita isso e aquilo..."
Daí eu olho, como de costume e digo: eu não tenho muito tempo.
Mesmo estando de férias.
Carpe Diem é uma palavra forte e que, não só por causa da pessoa que tanto fala e martela nela, mas desde muito tempo eu a venho usando como um ENTRE ASPAS estilo de vida ENTRE ASPAS (é pra ver se chama mais a atenção). Exatamente. É ótima a sensação (como do primeiro post do blog) de aproveite o dia como se fosse o último.
O problema é que tu não sabe quando será o último.
O jeito é viver.
Se isso é um Adeus, eu não sei.
Eu só sei que vou colocar PLAY na minha música da Lady GaGa e voltar a dançar.
Porém, necessariamente aprenda:
a vida é uma só.
E a sensação é de como se ela tivesse acabado.
Será esse o tão falado Adeus, bonito e um dia tão charmoso "Carpe Diem"...?
Bon Jovi já dizia, em uma das suas canções mais belas ("Something for the Pain"):
"But I almost lost my faith when I hit reality"
Olha, eu só não perdi a minha fé porque eu sei que esse cantor maravilhoso vai estar sempre comigo, assim como a maioria dos meus amigos. E é sério, é maravilhoso mesmo. Se tu não ouviu ainda, tá deixando tua vida passar a toa...assim, assim.
Apenas um dia espero relembrar essa lembrança (é pra ser redundante mesmo, nunca disse que não) e dizer que, quanto à dor, nada fora em vão.
Mas para isso, todos nós precisamos de uma garantia.
"Talvez" não me garante porra nenhuma.
Um último esforço.
Eu gosto quando as pessoas se esforçam pra mim, mesmo eu sendo um pouco perdida quanto a isso. Normalmente, elas se esforçam até demais, coisa desnecessária.
Rapidinho.
Eu acabei de pausar a música da Lady GaGa que eu tava curtindo aqui afu. Já até dancei.
Acho que o silêncio que permanece no meu quarto é espetacular. Ou se tu preferir, aquele barulhinho gostoso do ar condicionado (pausa para a "gabação": cli-ma-ti-za-dor.) circulando pelo meu quarto, trocando o ar ruim pelo geladinho. É, qualquer um dos dois faz da minha concentração esse post infeliz, mas no final fica tudo bem.
Desnecessário porque se tu dá um sorriso, um abraço, faz um carinho... acabou. É isso. O sinal de compaixão, de que tu quer aquilo, de que o que tu busca tá nas tuas mãos e tu acabou de tocar nela.
Agora, se for o contrário...
É.
Já imaginou evitar um abraço?
E se tu estava acostumado com ele, então? Qual a sensação?
É...
Nem adianta balançar a cabeça. Eu aprendi que essas coisas acontecem, cedo ou tarde. Te prepara porque tu também vai passar por isso, se tu tava desejando que eu passasse (de novo) por isso, filho da mãe.
E tem uma palavra só que resume:
dor.
Não é muito agradável nem escrever a palavra. Dor. D-O-R. Dê, ô, érre. Alguns segundos semicerrando os dentes, fazendo um leve biquinho com os lábios e botando a língua entre eles, para o ínicio. Depois um recuo da língua junto ao seu companheiro céu da boca, nem precisando encostar nele.
Pode fazer.
Eu fiz.
A ansiedade também é um fator interessante. Fator de quê? Nem eu sei bem exatamente, mas é um fator, pra qualquer coisa: quando queremos começar uma prova, quando queremos terminar a prova e principalmente quando queremos ter a certeza que, no resultado, a letra A não tenha sido marcada com incerteza.
Isso mesmo. A de ansiedade.
Tenho que ser um pouco mais paciente. É um defeito, eu sei... "Tu conquista com o tempo," já me disseram. E logo em seguida completaram com uma paunocuzisse sem tamanho "mas para isso tem que começar desde já. Respeita isso e aquilo..."
Daí eu olho, como de costume e digo: eu não tenho muito tempo.
Mesmo estando de férias.
Carpe Diem é uma palavra forte e que, não só por causa da pessoa que tanto fala e martela nela, mas desde muito tempo eu a venho usando como um ENTRE ASPAS estilo de vida ENTRE ASPAS (é pra ver se chama mais a atenção). Exatamente. É ótima a sensação (como do primeiro post do blog) de aproveite o dia como se fosse o último.
O problema é que tu não sabe quando será o último.
O jeito é viver.
Se isso é um Adeus, eu não sei.
Eu só sei que vou colocar PLAY na minha música da Lady GaGa e voltar a dançar.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Um Breve Desabafo...
Volta ao bloco de notas.
Tu-tum.
Tu-tum.
Tu-tum.
Pulsa - e não tem como encher um copo quando ele já está cheio.
Entra sangue, sai sangue.
Circula sangue...
Circula só pelas pernas, porque nesse calor infernal impede que tudo vá pra cabeça, inclusive que as infelizes sinapses nervosas se completem de maneira adequada.
Nem pelas pernas.
Cãimbra.
Respira fuuundo. Respira fuuundo de novo.
Observa ao redor.
Troca de música.
Volta ao bloco de notas.
Que vontade atordoante de falar com uma pessoa. É, de dizer pra ela o quanto eu a compreendo só pela maneira de se comunicar comigo. E que quando eu converso com ela, o assunto flui - e não importa se é putaria ou não, assunto pra mim é assunto. Ela tem lá seus vícios e admito que de início não gostei... ninguém gosta de algo que faça mal para um quase-conhecido/amigo/namorado/amante/noivo/marido. Esqueça o resto, eu fico apenas com o primeiro e pretendo alcançar o segundo. O resto a gente descarta porque só fode com a nossa vida.
Quase-conhecido porque eu tenho uma imensa vontade de conhecê-lo, mas alguns fatores me impedem, tipo o vestibular. A distância também, mais uma vez [durante anos] presente na minha vida medíocre.
Sei lá se é boa, vidinha assim, dá pra viver. E isso não vem ao caso.
Vestibular.
Olha pro lado.
Vestibular de novo.
Olha pro outro lado. Aproveita uma carona e passa os olhos no relógio do computador.
Volta ao bloco de notas.
Voltamos para a pessoa. Eu tenho uma mania filha da puta de falar "que é assim, que é assado", mas não tem problema, A BAD VIBE me incomoda hoje a noite, e eu tô pouco fodendo pra ela. Aliás, nunca fodi mesmo, que diferença faz?
E isso aqui tá mais pra um confessionário do que um desabafo... o que não muda muito. Eu estou com uma sensação que me incomoda bastante. Não sei explicar bem, é algo vago e ao mesmo tempo muito óbvio. Tenho até umas hipóteses aí, mas não sei se quero arriscar.
Tem tempo, eu sei que tem e a única coisa que quero no momento é aproveitar o agora, é curtir a vida, é viver cada dia como se fosse o último. Clichê, mas é pura verdade. Vai dizer que tu nunca quis um dia fazer isso, "viver um dia como se ele fosse acabar amanhã e para sempre"...? Pensa em todo o tipo de hobby possível, para realizá-los em apenas vinte e quatro horas. O primeiro que eu faria seria amor, depois sexo e depois os dois ao mesmo tempo.
A verdade é que a pessoa me cativa, e provoca e eu também não fico pra trás, e fala algumas bobagens e eu fico com mais vontade ainda. O que eu queria mesmo era empurrar contra a parede, olhar nos olhos e perguntar:
"O que tu quer afinal? Será que tu tem coragem?
...pois quero ver se tu enfrenta."
Mas eu sei que é mais fácil ela fazer isso comigo, de tanto que ela me desafia. Eu fecharia os olhos e aceitaria, só hoje, porque eu aproveitaria a noite como se fosse a minha última.
E provavelmente isso tudo seria inesquecível, como um breve desabafo num bloco de notas.
Volta à realidade.
Tu-tum.
Tu-tum.
Tu-tum.
Pulsa - e não tem como encher um copo quando ele já está cheio.
Entra sangue, sai sangue.
Circula sangue...
Circula só pelas pernas, porque nesse calor infernal impede que tudo vá pra cabeça, inclusive que as infelizes sinapses nervosas se completem de maneira adequada.
Nem pelas pernas.
Cãimbra.
Respira fuuundo. Respira fuuundo de novo.
Observa ao redor.
Troca de música.
Volta ao bloco de notas.
Que vontade atordoante de falar com uma pessoa. É, de dizer pra ela o quanto eu a compreendo só pela maneira de se comunicar comigo. E que quando eu converso com ela, o assunto flui - e não importa se é putaria ou não, assunto pra mim é assunto. Ela tem lá seus vícios e admito que de início não gostei... ninguém gosta de algo que faça mal para um quase-conhecido/amigo/namorado/amante/noivo/marido. Esqueça o resto, eu fico apenas com o primeiro e pretendo alcançar o segundo. O resto a gente descarta porque só fode com a nossa vida.
Quase-conhecido porque eu tenho uma imensa vontade de conhecê-lo, mas alguns fatores me impedem, tipo o vestibular. A distância também, mais uma vez [durante anos] presente na minha vida medíocre.
Sei lá se é boa, vidinha assim, dá pra viver. E isso não vem ao caso.
Vestibular.
Olha pro lado.
Vestibular de novo.
Olha pro outro lado. Aproveita uma carona e passa os olhos no relógio do computador.
Volta ao bloco de notas.
Voltamos para a pessoa. Eu tenho uma mania filha da puta de falar "que é assim, que é assado", mas não tem problema, A BAD VIBE me incomoda hoje a noite, e eu tô pouco fodendo pra ela. Aliás, nunca fodi mesmo, que diferença faz?
E isso aqui tá mais pra um confessionário do que um desabafo... o que não muda muito. Eu estou com uma sensação que me incomoda bastante. Não sei explicar bem, é algo vago e ao mesmo tempo muito óbvio. Tenho até umas hipóteses aí, mas não sei se quero arriscar.
Tem tempo, eu sei que tem e a única coisa que quero no momento é aproveitar o agora, é curtir a vida, é viver cada dia como se fosse o último. Clichê, mas é pura verdade. Vai dizer que tu nunca quis um dia fazer isso, "viver um dia como se ele fosse acabar amanhã e para sempre"...? Pensa em todo o tipo de hobby possível, para realizá-los em apenas vinte e quatro horas. O primeiro que eu faria seria amor, depois sexo e depois os dois ao mesmo tempo.
A verdade é que a pessoa me cativa, e provoca e eu também não fico pra trás, e fala algumas bobagens e eu fico com mais vontade ainda. O que eu queria mesmo era empurrar contra a parede, olhar nos olhos e perguntar:
"O que tu quer afinal? Será que tu tem coragem?
...pois quero ver se tu enfrenta."
Mas eu sei que é mais fácil ela fazer isso comigo, de tanto que ela me desafia. Eu fecharia os olhos e aceitaria, só hoje, porque eu aproveitaria a noite como se fosse a minha última.
E provavelmente isso tudo seria inesquecível, como um breve desabafo num bloco de notas.
Volta à realidade.
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