Volta ao bloco de notas.
Tu-tum.
Tu-tum.
Tu-tum.
Pulsa - e não tem como encher um copo quando ele já está cheio.
Entra sangue, sai sangue.
Circula sangue...
Circula só pelas pernas, porque nesse calor infernal impede que tudo vá pra cabeça, inclusive que as infelizes sinapses nervosas se completem de maneira adequada.
Nem pelas pernas.
Cãimbra.
Respira fuuundo. Respira fuuundo de novo.
Observa ao redor.
Troca de música.
Volta ao bloco de notas.
Que vontade atordoante de falar com uma pessoa. É, de dizer pra ela o quanto eu a compreendo só pela maneira de se comunicar comigo. E que quando eu converso com ela, o assunto flui - e não importa se é putaria ou não, assunto pra mim é assunto. Ela tem lá seus vícios e admito que de início não gostei... ninguém gosta de algo que faça mal para um quase-conhecido/amigo/namorado/amante/noivo/marido. Esqueça o resto, eu fico apenas com o primeiro e pretendo alcançar o segundo. O resto a gente descarta porque só fode com a nossa vida.
Quase-conhecido porque eu tenho uma imensa vontade de conhecê-lo, mas alguns fatores me impedem, tipo o vestibular. A distância também, mais uma vez [durante anos] presente na minha vida medíocre.
Sei lá se é boa, vidinha assim, dá pra viver. E isso não vem ao caso.
Vestibular.
Olha pro lado.
Vestibular de novo.
Olha pro outro lado. Aproveita uma carona e passa os olhos no relógio do computador.
Volta ao bloco de notas.
Voltamos para a pessoa. Eu tenho uma mania filha da puta de falar "que é assim, que é assado", mas não tem problema, A BAD VIBE me incomoda hoje a noite, e eu tô pouco fodendo pra ela. Aliás, nunca fodi mesmo, que diferença faz?
E isso aqui tá mais pra um confessionário do que um desabafo... o que não muda muito. Eu estou com uma sensação que me incomoda bastante. Não sei explicar bem, é algo vago e ao mesmo tempo muito óbvio. Tenho até umas hipóteses aí, mas não sei se quero arriscar.
Tem tempo, eu sei que tem e a única coisa que quero no momento é aproveitar o agora, é curtir a vida, é viver cada dia como se fosse o último. Clichê, mas é pura verdade. Vai dizer que tu nunca quis um dia fazer isso, "viver um dia como se ele fosse acabar amanhã e para sempre"...? Pensa em todo o tipo de hobby possível, para realizá-los em apenas vinte e quatro horas. O primeiro que eu faria seria amor, depois sexo e depois os dois ao mesmo tempo.
A verdade é que a pessoa me cativa, e provoca e eu também não fico pra trás, e fala algumas bobagens e eu fico com mais vontade ainda. O que eu queria mesmo era empurrar contra a parede, olhar nos olhos e perguntar:
"O que tu quer afinal? Será que tu tem coragem?
...pois quero ver se tu enfrenta."
Mas eu sei que é mais fácil ela fazer isso comigo, de tanto que ela me desafia. Eu fecharia os olhos e aceitaria, só hoje, porque eu aproveitaria a noite como se fosse a minha última.
E provavelmente isso tudo seria inesquecível, como um breve desabafo num bloco de notas.
Volta à realidade.
genial, como tu!
ResponderExcluirORGULHO!
Bá... juro que não sei o que dizer.
ResponderExcluirMas posso te dizer que entendo tudo que você falou em cada mínima fatia de letras. Afinal... eu te amo. ;*
E reafirmo meus objetivos: "Ainda vou te destruir!", mas dessa vez digo que será de tanto amar. ;x