Não podemos fingir por muito tempo que tudo está bem.
Absolutamente normal: seres humano.
É, eu também lamento por isso.
Humilhação, não.
Uma leve dose de consciência e bom senso, e tudo resolver-se-á.
Inacreditável o que me aconteceu nesse exato momento.
Sim, tiveram outros como esse, mas o de hoje foi único.
Foi espontâneo.
Todos nós desejamos demonstrações espontâneas, sejam elas ruins ou não.
Ninguém gosta de demonstrações ruins.
E a de hoje, pra mim, foi boa por demais.
Atenção:
pela primeira vez na vida (ou será que segunda? tanto faz...) tive a sensação de que velhos amigos valem bem mais que os novos.
Tu tem noção de quem tá dizendo isso?
A criadora desse blog, a escritora desses posts, a mimada dos infernos:
"Preciso conhecer gente nova."
Vivo à base dessa frase, porque ela simplesmente me leva ao delírio.
Não preciso fazer a conta de quantos amigos ficaram pra trás,
nem de quantos consegui manter contato e que hoje falo muito pouco,
nem mesmo os que nem tenho assunto...
mas existem. Eu sei que estarão sempre alí.
É só querer.
É só procurar.
Tipo cachorro quando foge do canil: só resta buscar; correr atrás.
A sensação só me apareceu porque uma pessoinha (é claro que não vou falar quem é, porque valerá pra mais de uma pessoa. Ah, a verdade? É anti-ético, meu bem...) que cumprimentei no MSN, depois de um booom tempo, me respondeu com toda a felicidade do mundo, como se nunca havíamos conversado (o que, de fato, não deixa de ser isso mesmo). E isso me deixou muito feliz.
Não sei se posso considerar amigo. O que quero dizer é que é aquele conhecido, tenho uma intimidade que só nós dois sabemos lidar e que...bom, isso basta. É o que torna a nossa "amizade" muito especial.
Deixando mais claro: quase um tio.
Não é tio porque não é tão velho assim, apesar de ser mais velho que eu. Mas é que tio é tio, né. Irmão do pai. Aquele que quando tu fala algo, sorri de um jeito mais descontraído, ele sabe do que se trata, tim tim por tim tim.
E foi assim no MSN, apesar de eu ter sorrido só depois de ele ter me cumprimentado. E o sorriso veio, involuntário. Juro que o adjetivo não foi levado em conta, o afeto realmente compensou e passou por cima, berrando de felicidade pela oportunidade de poder falar comigo.
Foi assim também em um sábado aí, em que estávamos no mesmo ambiente.
Lindo.
Espetáculo.
Eu trocava de música e dizia "vem, vamos dançar!" e ele olhava - muito surpreso - e pensava como eu havia mudado, agora com meus dezoito anos, depois de tanto tempo.
Dezoito anos.
É.
Dezoito anos não são nada.
E o pensamento, diferente de muitas pessoas, nunca foi olhando pro meu corpo, dizendo com malícia "é, minha pequena, tu realmente cresceu!", entendem?
Ao menos nunca encarei assim, e nem conseguiria.
É aquele olhar cheio de ternura, preenchendo todas as cavidades esburacadas do meu músculo "bombeador" (sei lá se existe isso... haha, quanto rodeio pra falar do coração!) e recheando com um toque de doçura, carinho e muita consideração.
E basta um olhar desses pra minha vida girar: girar a ponto de me fazer refletir se eu realmente quero ou preciso conhecer gente nova, ao invés de buscar os meus velhos companheiros cheios de histórias novas pra contar...
Mesmo que esse companheiro não seja bem meu.
Fiz questão de deixar esse momento, por mais breve que seja (se comparado aos outros posts, é claro), registrado aqui. Pouco me importo aos que não lerão ou aos que perderão o precioso tempo lendo esse post.
Ele é importante pra mim e sei que, em seguida, fecharei a página do blog, ansiosa para que "meu tio" me cumprimente de novo, relembrando os velhos tempos dos quais a chuva (eterna) trás.