quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Carpe Diem?

Chore o quanto quiser chorar. Destrua vidas.
Porém, necessariamente aprenda:
a vida é uma só.
E a sensação é de como se ela tivesse acabado.
Será esse o tão falado Adeus, bonito e um dia tão charmoso "Carpe Diem"...?


Bon Jovi já dizia, em uma das suas canções mais belas ("Something for the Pain"):
"But I almost lost my faith when I hit reality"
Olha, eu só não perdi a minha fé porque eu sei que esse cantor maravilhoso vai estar sempre comigo, assim como a maioria dos meus amigos. E é sério, é maravilhoso mesmo. Se tu não ouviu ainda, tá deixando tua vida passar a toa...assim, assim.
Apenas um dia espero relembrar essa lembrança (é pra ser redundante mesmo, nunca disse que não) e dizer que, quanto à dor, nada fora em vão.
Mas para isso, todos nós precisamos de uma garantia.
"Talvez" não me garante porra nenhuma.
Um último esforço.
Eu gosto quando as pessoas se esforçam pra mim, mesmo eu sendo um pouco perdida quanto a isso. Normalmente, elas se esforçam até demais, coisa desnecessária.

Rapidinho.
Eu acabei de pausar a música da Lady GaGa que eu tava curtindo aqui afu. Já até dancei.
Acho que o silêncio que permanece no meu quarto é espetacular. Ou se tu preferir, aquele barulhinho gostoso do ar condicionado (pausa para a "gabação": cli-ma-ti-za-dor.) circulando pelo meu quarto, trocando o ar ruim pelo geladinho. É, qualquer um dos dois faz da minha concentração esse post infeliz, mas no final fica tudo bem.

Desnecessário porque se tu dá um sorriso, um abraço, faz um carinho... acabou. É isso. O sinal de compaixão, de que tu quer aquilo, de que o que tu busca tá nas tuas mãos e tu acabou de tocar nela.
Agora, se for o contrário...
É.
Já imaginou evitar um abraço?
E se tu estava acostumado com ele, então? Qual a sensação?
É...
Nem adianta balançar a cabeça. Eu aprendi que essas coisas acontecem, cedo ou tarde. Te prepara porque tu também vai passar por isso, se tu tava desejando que eu passasse (de novo) por isso, filho da mãe.
E tem uma palavra só que resume:
dor.
Não é muito agradável nem escrever a palavra. Dor. D-O-R. Dê, ô, érre. Alguns segundos semicerrando os dentes, fazendo um leve biquinho com os lábios e botando a língua entre eles, para o ínicio. Depois um recuo da língua junto ao seu companheiro céu da boca, nem precisando encostar nele.
Pode fazer.
Eu fiz.

A ansiedade também é um fator interessante. Fator de quê? Nem eu sei bem exatamente, mas é um fator, pra qualquer coisa: quando queremos começar uma prova, quando queremos terminar a prova e principalmente quando queremos ter a certeza que, no resultado, a letra A não tenha sido marcada com incerteza.
Isso mesmo. A de ansiedade.
Tenho que ser um pouco mais paciente. É um defeito, eu sei... "Tu conquista com o tempo," já me disseram. E logo em seguida completaram com uma paunocuzisse sem tamanho "mas para isso tem que começar desde já. Respeita isso e aquilo..."
Daí eu olho, como de costume e digo: eu não tenho muito tempo.
Mesmo estando de férias.

Carpe Diem é uma palavra forte e que, não só por causa da pessoa que tanto fala e martela nela, mas desde muito tempo eu a venho usando como um ENTRE ASPAS estilo de vida ENTRE ASPAS (é pra ver se chama mais a atenção). Exatamente. É ótima a sensação (como do primeiro post do blog) de aproveite o dia como se fosse o último.
O problema é que tu não sabe quando será o último.
O jeito é viver.
Se isso é um Adeus, eu não sei.

Eu só sei que vou colocar PLAY na minha música da Lady GaGa e voltar a dançar.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um Breve Desabafo...

Volta ao bloco de notas.

Tu-tum.

Tu-tum.
Tu-tum.
Pulsa - e não tem como encher um copo quando ele já está cheio.
Entra sangue, sai sangue.
Circula sangue...
Circula só pelas pernas, porque nesse calor infernal impede que tudo vá pra cabeça, inclusive que as infelizes sinapses nervosas se completem de maneira adequada.
Nem pelas pernas.
Cãimbra.
Respira fuuundo. Respira fuuundo de novo.
Observa ao redor.
Troca de música.

Volta ao bloco de notas.

Que vontade atordoante de falar com uma pessoa. É, de dizer pra ela o quanto eu a compreendo só pela maneira de se comunicar comigo. E que quando eu converso com ela, o assunto flui - e não importa se é putaria ou não, assunto pra mim é assunto. Ela tem lá seus vícios e admito que de início não gostei... ninguém gosta de algo que faça mal para um quase-conhecido/amigo/namorado/amante/noivo/marido. Esqueça o resto, eu fico apenas com o primeiro e pretendo alcançar o segundo. O resto a gente descarta porque só fode com a nossa vida.
Quase-conhecido porque eu tenho uma imensa vontade de conhecê-lo, mas alguns fatores me impedem, tipo o vestibular. A distância também, mais uma vez [durante anos] presente na minha vida medíocre.
Sei lá se é boa, vidinha assim, dá pra viver. E isso não vem ao caso.
Vestibular.
Olha pro lado.
Vestibular de novo.
Olha pro outro lado. Aproveita uma carona e passa os olhos no relógio do computador.

Volta ao bloco de notas.

Voltamos para a pessoa. Eu tenho uma mania filha da puta de falar "que é assim, que é assado", mas não tem problema, A BAD VIBE me incomoda hoje a noite, e eu tô pouco fodendo pra ela. Aliás, nunca fodi mesmo, que diferença faz?
E isso aqui tá mais pra um confessionário do que um desabafo... o que não muda muito. Eu estou com uma sensação que me incomoda bastante. Não sei explicar bem, é algo vago e ao mesmo tempo muito óbvio. Tenho até umas hipóteses aí, mas não sei se quero arriscar.
Tem tempo, eu sei que tem e a única coisa que quero no momento é aproveitar o agora, é curtir a vida, é viver cada dia como se fosse o último. Clichê, mas é pura verdade. Vai dizer que tu nunca quis um dia fazer isso, "viver um dia como se ele fosse acabar amanhã e para sempre"...? Pensa em todo o tipo de hobby possível, para realizá-los em apenas vinte e quatro horas. O primeiro que eu faria seria amor, depois sexo e depois os dois ao mesmo tempo.
A verdade é que a pessoa me cativa, e provoca e eu também não fico pra trás, e fala algumas bobagens e eu fico com mais vontade ainda. O que eu queria mesmo era empurrar contra a parede, olhar nos olhos e perguntar:
"O que tu quer afinal? Será que tu tem coragem?
...pois quero ver se tu enfrenta."
Mas eu sei que é mais fácil ela fazer isso comigo, de tanto que ela me desafia. Eu fecharia os olhos e aceitaria, só hoje, porque eu aproveitaria a noite como se fosse a minha última.
E provavelmente isso tudo seria inesquecível, como um breve desabafo num bloco de notas.

Volta à realidade.