Isso porque aula de Literatura, assim como o Lord Byron, inspira qualquer um...
Segunda Geração do Romantismo - Ultrarromântica ou Mal do Século.
É tudo simplesmente perfeito.
Álvares de Azevedo escreve poemas com o tema morte, ceticismo e irreverência, dúvida e tédio.
É claro que não poderíamos esquecer que sua inspiração foi originada a partir dos grandes nomes literários: Musset, Shelley e o maravilhoso Byron.
Casimiro de Abreu não fica pra trás, o espetacular e virgem poeta da Saudade. Saudade da pátria e da sua infância (idealizada, obviamente), utilizando a característica do escapismo.
Mas com que objetivo esses dois poetas escreviam?
Depois de inspirados pelo livro de Byron, repleto de mistério, descobriram que apenas um enigma ainda não poderia ser, de fato, desvendado: a morte.
Como um quebra-cabeças,
por mais que
você
tenha todas as
peças,
não é sempre que
você compreende o
que montou ou
sabe
o seu verdadeiro
significado.
Tudo bem se você nunca montou um;
ainda mais aquele de mais de mil peças.
É confuso.
Como o nada.
Nada de melodrama aqui.
Quem escreve todas essas palavras (des)conexas é a própria mente de um Álvares de Azevedo, que morre (literalmente, uma semana após escrever "Se eu morresse amanhã!") de curiosidade a fim de entender o que a morte reserva do lado desconhecido.
E quem responde é o Casimiro de Abreu, idealizando sua infância com os jardins, as flores e as suas angiospermas, achando que tudo podia ser perfeito. Com um toque de mal-du-siècle, tudo fica mais fácil.
C.A.: "Pois é, Azevedo. Resolvi inovar (eu sei, é a segunda ou terceira vez que lhe digo isso). Tenho saudade do tempo em que estudava, gostaria que, se não retornar, ao menos agora eu possa escrever algumas palavras que me lembre tudo o que fora bom. Ou melhor, vou idealizar. Quero compaixão vindoutros e amor-próprio para mim. Me arrependi do exílio
A.A.: "Concordo contigo, Abreu. Entretanto, eu quero mais é a morte. Lá, a morte também está presente e é nisso em que vou me inspirar para escrever. Lord Byron quem me ensinou e pretendo levar esse legado literário ao Fagundes Varela. Ultimamente, ando meio desanimado com a vida
C.A.: "Ah! Morte, morte e mais morte! Você não acha que existe outras maneiras de fugir da realidade, sem ser por esse caminho obscuro?"
A.A.: "A única coisa de que tenho certeza é que, se eu morresse amanhã, iria ao menos fechar os olhos da minha triste irmã (aquela que eu não tenho)... O problema é essa dor no peito
C.A.: "Dor no peito? Pode ser problema de coração, Azevedo! Infarto... Já foi ao médico?"
A.A.: "Que nada. O remédio para essa dor maldita só se manifestará se sentarmos em um bar na Cidade Baixa e tomarmos um chopp, pois tenho de lhe contar as histórias de cinco homens com finais trágicos que ainda me dão ânimo para cada dia..."
C.A.: "Certo, certo... Amor, Morte e Bebida! Nada como passar a Noite na Taverna..."
Para o meu querido e melhor amigo Azevedo...
Cacá.