domingo, 31 de julho de 2011

Sem pés nem... ésses.

Se não fosse pelo último post do presente que ganhara (e que vivo ganhando mais a cada dia), acredito que tudo poderia ser resumido em três letras: FIM.
Entretanto, algumas coisas (leia-se intuição ou sexto sentido) conseguem transmitir um legado a respeito de vida e/ou morte.
É uma decisão peculiar e muito particular de cada pessoa saber se lhe resta um desses.
Este será tão breve quanto contar os ésses de "últimos suspiros, mas significativos".

Ah! Quanto tempo faz que não ouço uma pessoa refletir e criticar sobre Carpe Diem. Sinceramente, às vezes sinto falta disso. Eu cansava de dizer que era bobagem, mas a pessoa me fez utilizar isso hoje como um dilema (e sim, eu já escrevi num dos meus primeiros posts sobre tal assunto).
Começo essas palavras desnorteadas por causa de uma outra que me abala demais: saudade.
E que de acordo com sei lá quem, só existe aqui no Brasil.
Saudade. Com um acréscimo de um simples "DA", transformamos saúde nessa palavra tão doce e ao mesmo tempo tão amarga... quem um dia não pensou que saudade pode ser a mistura de algo que transforma nossa saúde danosa?
É o que tem acontecido ultimamente.
Sem birras de que a saudade mata, mas ela fere sentimentos e eles terminam em pó. Ignorância e/ou esquecimento.
E se for uma saudade crônica, prepare-se: logo virá a solidão.
Não é a toa que também começa com "S", só pra fazer parceria com a saudade. Ela corrói os ossos, uma mistura de NaCl + Glicose. Minto, isso é Coca-Cola.
Quem sabe então, ela não corrói a alma, aos poucos, um tipo de carnificina espiritual e, aos poucos, a pessoa não vê as coisas mais como elas realmente são, ela muda de opinião por um motivo besta e, só mais um pouquinho, para finalizar, ela nos faz sentir um pedacinho de nada.
Que bom que "nada" não começa com S, se não seria o trio mais poderoso que um ser humano (não) suportaria.
Keane já diria que "everybody's changing and I don't feel the same". Concordo com ele e acredito que ninguém seja o mesmo a cada segundo que passa.
Em filosofia, já estudara também algo como que "um mesmo homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio", só acho que a mudança de um segundo para outro não precisava ser tão radical.
As pessoas convivem com outras, amam outras, brincam com outras, se divertem com outras, choram com outras, desabafam para outras, ligam para outras, comem com outras, analisam com outras, respiram junto com outras, ignoram algumas e... mesmo assim, todos têm a capacidade de Sobreviver.
É.
"Mudança" não leva "S", mas provavelmente anda de mãos atadas com a Saudade e com a Solidão.