Que Deus não leia o meu post, por favor, minha cara Divindade.Seria uma vergonha um pobre humano se lamentando de algo que um dia achou que possuía, quando na verdade nunca o possuiu.
Bela e doce ilusão.
Típica frase dos romancistas.
Ou talvez ausentes do carinho.
Que incrível!
Provavelmente você está cansado de ler as mesmas coisas, construir as mesmas ideias e pensamentos sobre as pessoas.
Mas elas são assim. Você acha que muda, enquanto elas mudam junto com você. É um mix saboroso, com um toque de criatividade.
Afinal.... atualmente, aqueles que se destacam são as mentes mais criativas.
Não necessariamente, meu caro.
Contarei um breve conto sobre uma história real, usando a minha imaginação.
Nada me adianta abusar da criatividade, a negação é o primeiro sinal me disseram.
Pois não importa mais; aqui quem fala é um narrador medíocre, apaixonado por uma mente brilhante que esbanja inteligência e sagacidade.
"Certa noite de Lua cheia, a cidade parecia adormecer tranquilamente. As ruas sem movimento. Os carros estacionados em suas devidas vagas. As pessoas em suas camas. Com o seu travesseiro confortável; no seu ambiente tão familiar...
Somente em um local havia festa até o mais tardar. Era um dos castelos mais bonitos da região. Repleto de convidados, justo os VIPS eram os que podiam adentrar os aposentos do Príncipe. Entretanto, não era um príncipe qualquer...
Era um Príncipe confuso! Por que diabos tanta indecisão? Ela já estava decidida.
Era a Princesa da região vizinha. Quanta meiguice esbanjava uma só pessoa... era serena. Como um jardim. Aliás, o seu jardim era invejado e cobiçado pelos maiores castelos. Cuidava com carinho, sem se preocupar com os olhares alheios... ela sabia que a retribuição por suas flores - ou quem sabe pelas borboletas - seria de imenso e impagável valor.
Príncipe e Princesa. Tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes... o coração dela já não poderia responder por ela mesma... afinal, sempre foi tão natural. Começou aos pouquinhos.
Mas a Razão...
Ah!
A Razão.
É diferente quando se tem argumentos com razões convincentes. Seria lindo se todos um dia o convencerem de que tudo é tão simples...
Mudamos juntos.
A Princesa adentrou o quarto do Príncipe, levando um pouco de ousadia e... de Razão, é claro.
E nada aconteceu. Todos esperavam que depois daquela noite magnífica, os reinos tornariam-se um só e que a paz reinaria no coração de todos. Mas a Razão anda sempre junto com a emoção. Basta erguermos a cabeça que tudo se explicará.
A festa terminava aos poucos... merecido destaques para os mais gentis amantes:
Uma guerreira de corpo esguio e belo, com cabelos loiros até a cintura, segurando um arco e flecha em mãos, conseguira acertar na mesma noite o peito de um nobre cavaleiro, também de cabelos loiros, simpático e ao mesmo tempo tão... desmerecido. Ele não levava jeito nisso. Mas a guerreira do arco e flecha - ao menos naquela noite -, arrancou um beijo do moço, sem deixar grandes lembranças.
Na janela, o Bobo da Corte curtia a noite profunda e também as estrelas brilhantes que talvez não estivessem mais ali... mas uma coisa ele ainda sabia: esperava sempre às duas horas da madrugada e ela aparecia, assobiando uma canção de ninar, com o corpo fino e ao mesmo tempo encantador, com curvas pequenas e únicas, atraentes para o coração do Bobo. Os cabelos negros esvoaçavam entre os galhos das árvores e ela sentada (era como se pousava, tão leve e delicada!), balançava as pernas em um rítmo que o Bobo da Corte adorava, era encantador. Ele esticava as mãos, tentando coreografar a cantiga e ela repetia o que ele fazia. Eram dois amantes sincronizados - as mãos dançavam e se entrelaçavam, mas ainda estavam afastadas.
Havia os amantes discretos: eles ainda não descobriram que entre eles há um amor escondido, pronto para desabrochar. Mas esses são mais vagarosos - curtem o silêncio e observam um ao outro a uma distância de uma cabeça, sentados no sofá da recepção no castelo, sonolentos com a cantiga vinda da floresta. Observavam os cavalos negros estampados nos quadros; quem sabe pensavam no dia em que poderão explorar juntos os arredores dos campos das outras regiões.
A brincadeira não poderia acabar juntamente com o fim da noite. Infelizmente, o sol já invadia as frestas das janelas ornamentadas. Por mais que todos enxergassem maldade, a inocência sempre estava presente alí. Se não estivesse, o quarto seria o local mais ideal.... a atenção agora era voltada a dois peculiares convidados, acolhidos um no outro, tão perto e próximo como dentes que mordiscam lábios grossos roçando na pele a noite inteira...
Nada de maldade.
O Príncipe nunca permitiria;
apesar de tudo, ele ainda estava consciente.
E falando nele, ele se espreguiça pela manhã. Mais ou menos nove horas e vinte e dois minutos, para quem acordaria às oito horas em ponto. As suas curvas definidas chamavam a atenção, os músculos salientes, a roupa leve e branca, transparente como a água cristalina da fonte que circulava pelos arredores do castelo.
A Princesa o esperava em sua porta. Do lado de fora. Tinha dormido alí mesmo, encostada contra o ferro gélido e endurecido. Ela não se importava - era muito forte. Como a guerreira de cabelos loiros e a ninfa da floresta. Esperava o tempo que fosse necessário... ela só gostaria de que, se isso fosse mesmo um adeus, com últimas palavras amargas, que viessem dos lábios adocicados dele - nunca encostados pelos dela, apesar de muito um dia desejados.
Ele a encarou como se fosse a única pessoa alí. O momento era pessoal e... bom, quem atrapalharia em plena manhã ambas superioridades?
Até que ela se aproximou, implorando por mais um gesto - o olhar já não bastava. Ela queria palavras, era exigente sempre. Ela precisava para colocar um fim nessa história. Ou começar um início que ninguém nunca imaginou que pudesse existir.
E a timidez o invadiu. Até por quanto tempo? Ela não conseguia ter noção de tempo, já que esse era tão instável com a presença dele em sua frente, ao seu lado, em todo momento...
Vibrações bem no fundo do peito dela. Uma tremedeira no corpo todo dele.
Então (finalmente!), ele abriu a boca tão pequena e atrevida, e disse: ..."
É claro que esse conto não tem final. Ao menos esperamos que o Príncipe consiga dizer algo para a Princesa, por mais negativa que a resposta seja.
Todos nós precisamos de respostas, preciamos traçar o nosso caminho.
Independentemente onde quer que ele termine.
Como esse conto,
assim
...
[Explicando o título:
Foi tirado desta frase clichê idiota:
"O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você."]