quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Acredite em sonhos...

Parabéns pelo meu dia!
Ou pelo dia de todos nós - feliz dia das crianças!
Tão puras e inocentes, elas merecem ao menos um abraço apertado e um colo aconchegante.
Adeus um dia tão esperadas Barbies e Susies.
Mas nunca para o bom e velho Kinder Ovo; é, caaaaaro.
















































...e um dia eles realizar-se-ão.

Era só para o dia não passar em branco.
Obrigada, Mãe.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entre quereres e verdades.

Um almoço.
Queria que tivesse sido igual a qualquer outro.
Mas, na verdade, ele foi diferente.


Escolhemos uma mesa e sentamos nas cadeiras nada confortáveis.
Só porque têm aquela espuminha, não quer dizer que sejam necessariamente macias.
Eu queria que tivesse sido um almoço a dois.
Mas como eu não sei como seria, na verdade, foi a três.

Buffet com variadas comidas.
Desde carboidratos, proteínas e vitaminas até os lipídeos.
Eu queria ter comido todo aquele frango desfiado.
Na verdade, como eu sou tímida, eu comi mais salada.

E a hora da balança?
Acho que não vai sair tão caro, era tudo tão saudável!
Queria muito ter pago a minha conta.
E, na verdade, ele fez a gentileza de dizer: "coloca tudo na mesma comanda!"

Sem muito o que conversar,
Dizem que a hora da refeição é uma hora sagrada.
Eu queria um dia acreditar nisso
Quando, na verdade, abri a boca pra desabafar.

Um suco de pêssego, por favor. Para acompanhar.
Parecia mais doce que o normal.
Estava intacto. Intocável. Informal.
Um gole para saciar, um gole para falar.

Desabafando sem parar!
As bochechas coradas, cheeeia de graça.
Eu queria ter dito que estava apaixonada por aquele que estava na minha frente;
Quando, na verdade, eu só estava rindo da minha real desgraça.

O conselho, pra quê?
Foi tão natural, e ao mesmo tempo só queria ajudar...
Eu queria ter ouvido um: "Vai adiante! Quem almeja sempre alcança!"
E na verdade, ele recomenda: "Pega os teus livros e vai estudar!"

E agora, não podemos esquecer da melhor parte.
O que torna a nossa vida para ser vivida!
O doce.
Perfeita harmonia.
A sobremesa.
Paralela sincronia.
Eu queria ter pegado a variedade de sabores...
Mas na verdade, naquela hora morria de amores!

Já não queria saber de mais nada.
O momento foi importante, como tantos outros...
Eu queria admirar todo o dia os olhos verdes, caídos e sinceros
Mas, na verdade, eles prestavam atenção em alguns fios louros...

Magnífica mulher, distraída cicatriz...
O homem atento e encantado por aquela magia louca!
Eu queria que fosse um final feliz,
Na verdade, tudo se findou com um palito na boca.

Cicatrizes do envelhecimento
Todo mundo na sua hora.
Eu queria ter confirmado de pertinho,
E na verdade, logo contra-ataquei!
"Ela tem idade para ser tua mãe!"

E indo para a fila do caixa, o terceiro pagou a sua conta enquanto eu esperava o cartão passar.

"Tu acha mesmo?"
"É claro que sim."
"Vamos ver se o cartão que eu achei no chão vai passar."
"É claro que vai. Eu disse que eu queria pagar o meu..."

Que comanda graciosa!
Estava escrito apenas um L.
Que fome perigosa!
Era um L de Livre.

Ou talvez do que eu pude observar:
L da Liberdade.
Ou até mesmo do que era de verdade:
L de Lindo.

Antes de escrever, eu pensei bem:
Esse post vai para o meu mestre querido...
Quando então, na verdade, eu...

Quer mesmo saber a verdade?
A verdade é que eu escrevi ao meu melhor amigo!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Borboleta, você está aí?

Que Deus não leia o meu post, por favor, minha cara Divindade.
Seria uma vergonha um pobre humano se lamentando de algo que um dia achou que possuía, quando na verdade nunca o possuiu.
Bela e doce ilusão.
Típica frase dos romancistas.
Ou talvez ausentes do carinho.

Que incrível!
Provavelmente você está cansado de ler as mesmas coisas, construir as mesmas ideias e pensamentos sobre as pessoas.
Mas elas são assim. Você acha que muda, enquanto elas mudam junto com você. É um mix saboroso, com um toque de criatividade.
Afinal.... atualmente, aqueles que se destacam são as mentes mais criativas.
Não necessariamente, meu caro.
Contarei um breve conto sobre uma história real, usando a minha imaginação.
Nada me adianta abusar da criatividade, a negação é o primeiro sinal me disseram.
Pois não importa mais; aqui quem fala é um narrador medíocre, apaixonado por uma mente brilhante que esbanja inteligência e sagacidade.

"Certa noite de Lua cheia, a cidade parecia adormecer tranquilamente. As ruas sem movimento. Os carros estacionados em suas devidas vagas. As pessoas em suas camas. Com o seu travesseiro confortável; no seu ambiente tão familiar...
Somente em um local havia festa até o mais tardar. Era um dos castelos mais bonitos da região. Repleto de convidados, justo os VIPS eram os que podiam adentrar os aposentos do Príncipe. Entretanto, não era um príncipe qualquer...

Era um Príncipe confuso! Por que diabos tanta indecisão? Ela já estava decidida.
Era a Princesa da região vizinha. Quanta meiguice esbanjava uma só pessoa... era serena. Como um jardim. Aliás, o seu jardim era invejado e cobiçado pelos maiores castelos. Cuidava com carinho, sem se preocupar com os olhares alheios... ela sabia que a retribuição por suas flores - ou quem sabe pelas borboletas - seria de imenso e impagável valor.
Príncipe e Princesa. Tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes... o coração dela já não poderia responder por ela mesma... afinal, sempre foi tão natural. Começou aos pouquinhos.
Mas a Razão...
Ah!
A Razão.
É diferente quando se tem argumentos com razões convincentes. Seria lindo se todos um dia o convencerem de que tudo é tão simples...
Mudamos juntos.
A Princesa adentrou o quarto do Príncipe, levando um pouco de ousadia e... de Razão, é claro.
E nada aconteceu. Todos esperavam que depois daquela noite magnífica, os reinos tornariam-se um só e que a paz reinaria no coração de todos. Mas a Razão anda sempre junto com a emoção. Basta erguermos a cabeça que tudo se explicará.

A festa terminava aos poucos... merecido destaques para os mais gentis amantes:

Uma guerreira de corpo esguio e belo, com cabelos loiros até a cintura, segurando um arco e flecha em mãos, conseguira acertar na mesma noite o peito de um nobre cavaleiro, também de cabelos loiros, simpático e ao mesmo tempo tão... desmerecido. Ele não levava jeito nisso. Mas a guerreira do arco e flecha - ao menos naquela noite -, arrancou um beijo do moço, sem deixar grandes lembranças.

Na janela, o Bobo da Corte curtia a noite profunda e também as estrelas brilhantes que talvez não estivessem mais ali... mas uma coisa ele ainda sabia: esperava sempre às duas horas da madrugada e ela aparecia, assobiando uma canção de ninar, com o corpo fino e ao mesmo tempo encantador, com curvas pequenas e únicas, atraentes para o coração do Bobo. Os cabelos negros esvoaçavam entre os galhos das árvores e ela sentada (era como se pousava, tão leve e delicada!), balançava as pernas em um rítmo que o Bobo da Corte adorava, era encantador. Ele esticava as mãos, tentando coreografar a cantiga e ela repetia o que ele fazia. Eram dois amantes sincronizados - as mãos dançavam e se entrelaçavam, mas ainda estavam afastadas.

Havia os amantes discretos: eles ainda não descobriram que entre eles há um amor escondido, pronto para desabrochar. Mas esses são mais vagarosos - curtem o silêncio e observam um ao outro a uma distância de uma cabeça, sentados no sofá da recepção no castelo, sonolentos com a cantiga vinda da floresta. Observavam os cavalos negros estampados nos quadros; quem sabe pensavam no dia em que poderão explorar juntos os arredores dos campos das outras regiões.

A brincadeira não poderia acabar juntamente com o fim da noite. Infelizmente, o sol já invadia as frestas das janelas ornamentadas. Por mais que todos enxergassem maldade, a inocência sempre estava presente alí. Se não estivesse, o quarto seria o local mais ideal.... a atenção agora era voltada a dois peculiares convidados, acolhidos um no outro, tão perto e próximo como dentes que mordiscam lábios grossos roçando na pele a noite inteira...
Nada de maldade.
O Príncipe nunca permitiria;
apesar de tudo, ele ainda estava consciente.

E falando nele, ele se espreguiça pela manhã. Mais ou menos nove horas e vinte e dois minutos, para quem acordaria às oito horas em ponto. As suas curvas definidas chamavam a atenção, os músculos salientes, a roupa leve e branca, transparente como a água cristalina da fonte que circulava pelos arredores do castelo.
A Princesa o esperava em sua porta. Do lado de fora. Tinha dormido alí mesmo, encostada contra o ferro gélido e endurecido. Ela não se importava - era muito forte. Como a guerreira de cabelos loiros e a ninfa da floresta. Esperava o tempo que fosse necessário... ela só gostaria de que, se isso fosse mesmo um adeus, com últimas palavras amargas, que viessem dos lábios adocicados dele - nunca encostados pelos dela, apesar de muito um dia desejados.
Ele a encarou como se fosse a única pessoa alí. O momento era pessoal e... bom, quem atrapalharia em plena manhã ambas superioridades?
Até que ela se aproximou, implorando por mais um gesto - o olhar já não bastava. Ela queria palavras, era exigente sempre. Ela precisava para colocar um fim nessa história. Ou começar um início que ninguém nunca imaginou que pudesse existir.
E a timidez o invadiu. Até por quanto tempo? Ela não conseguia ter noção de tempo, já que esse era tão instável com a presença dele em sua frente, ao seu lado, em todo momento...
Vibrações bem no fundo do peito dela. Uma tremedeira no corpo todo dele.
Então (finalmente!), ele abriu a boca tão pequena e atrevida, e disse: ..."

É claro que esse conto não tem final. Ao menos esperamos que o Príncipe consiga dizer algo para a Princesa, por mais negativa que a resposta seja.
Todos nós precisamos de respostas, preciamos traçar o nosso caminho.
Independentemente onde quer que ele termine.
Como esse conto,
assim
...





[Explicando o título:
Foi tirado desta frase clichê idiota:
"O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você."]

domingo, 31 de julho de 2011

Sem pés nem... ésses.

Se não fosse pelo último post do presente que ganhara (e que vivo ganhando mais a cada dia), acredito que tudo poderia ser resumido em três letras: FIM.
Entretanto, algumas coisas (leia-se intuição ou sexto sentido) conseguem transmitir um legado a respeito de vida e/ou morte.
É uma decisão peculiar e muito particular de cada pessoa saber se lhe resta um desses.
Este será tão breve quanto contar os ésses de "últimos suspiros, mas significativos".

Ah! Quanto tempo faz que não ouço uma pessoa refletir e criticar sobre Carpe Diem. Sinceramente, às vezes sinto falta disso. Eu cansava de dizer que era bobagem, mas a pessoa me fez utilizar isso hoje como um dilema (e sim, eu já escrevi num dos meus primeiros posts sobre tal assunto).
Começo essas palavras desnorteadas por causa de uma outra que me abala demais: saudade.
E que de acordo com sei lá quem, só existe aqui no Brasil.
Saudade. Com um acréscimo de um simples "DA", transformamos saúde nessa palavra tão doce e ao mesmo tempo tão amarga... quem um dia não pensou que saudade pode ser a mistura de algo que transforma nossa saúde danosa?
É o que tem acontecido ultimamente.
Sem birras de que a saudade mata, mas ela fere sentimentos e eles terminam em pó. Ignorância e/ou esquecimento.
E se for uma saudade crônica, prepare-se: logo virá a solidão.
Não é a toa que também começa com "S", só pra fazer parceria com a saudade. Ela corrói os ossos, uma mistura de NaCl + Glicose. Minto, isso é Coca-Cola.
Quem sabe então, ela não corrói a alma, aos poucos, um tipo de carnificina espiritual e, aos poucos, a pessoa não vê as coisas mais como elas realmente são, ela muda de opinião por um motivo besta e, só mais um pouquinho, para finalizar, ela nos faz sentir um pedacinho de nada.
Que bom que "nada" não começa com S, se não seria o trio mais poderoso que um ser humano (não) suportaria.
Keane já diria que "everybody's changing and I don't feel the same". Concordo com ele e acredito que ninguém seja o mesmo a cada segundo que passa.
Em filosofia, já estudara também algo como que "um mesmo homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio", só acho que a mudança de um segundo para outro não precisava ser tão radical.
As pessoas convivem com outras, amam outras, brincam com outras, se divertem com outras, choram com outras, desabafam para outras, ligam para outras, comem com outras, analisam com outras, respiram junto com outras, ignoram algumas e... mesmo assim, todos têm a capacidade de Sobreviver.
É.
"Mudança" não leva "S", mas provavelmente anda de mãos atadas com a Saudade e com a Solidão.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gift me

Aos que me acompanham sempre, obrigada... realmente ainda me dá ânimo para deixar algo como isso de pé, por mais que eu demore pra atualizar.
E desculpem a demora. Ainda mais agora, semana de simulado, estudando direto, coisa e tal.

Nada melhor do que ganhar presentes.
Simplesmente lindo.

É claro que não fui eu quem fiz, não teria tanta criatividade assim.
Bom... Está magnífico; merece um post digno.
Sem mais palavras.


Presente para a Bianca

Minha amiga Bianca é mais que especial
Uma amizade melhor que presente de natal
Seu sorriso é único e maravilhoso
Ao pensar que sou seu amigo, fico mais que orgulhoso

Seu jeito a torna quem ela é
E nada nela eu mudaria
Especial, da cabeça ao pé
E eu a conheci, quem diria

Às vezes seu sorriso se esconde
Dá a impressão de que foi para bem longe
Mas, eu posso dizer
Ele é impossível de se esconder

Quando Bianca está assim mal
Penso aqui comigo...
Queria estar ai, dar um sinal
Pra lhe fazer sorrir, estar contigo

Bianca, nunca mude, seja você mesma
As pessoas que a amam sempre dirão
Que são as mais sortudas, nunca te deixarão
E uma palavra que rime com mesma... "lesma"?

Uma piadinha para finalizar
Um poema para alguém especial
Obrigado por existir, minha amiga
Você é o meu melhor presente de natal

[Cássio Iwe]

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Hata ve Yalnizlik

"Amar a pessoa errada é a mesma coisa que amar ninguém."

"Pela primeira vez na vida, acreditei por uma fração de segundo que a Globo pudesse melhorar suas novelas. Convenhamos, por mais que digam que é uma monotonia e que o final é sempre com os atores sem contas para pagar e felizes para sempre, a maioria das pessoas perde o seu precioso tempo assistindo a essa "ilusão".
É claro: todos querem um tempinho - ao menos em casa - para fugir da triste realidade.

Essa frase entrou meio polêmica na minha cabeça.
Não sei se pela certeza da afirmação, ou pela brincadeira com a palavra "amor" (como se fosse um verbo qualquer).
E, coincidentemente, eu tenho uma forte ligação com a minha melhor amiga que, em seguida, comentou sobre essa frase e conversamos muito. Ela ganhou inspiração e escreveu uma bela entrevista (aliás, me lembrou muito um post meu - QUE, POR ACASO, O NOME NA URL MUDOU DO NADA! :O).
Cabe a mim postá-la aqui, por possuir uma flor tão delicada e sensível que amo regar e sustentar diariamente."

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LUZ, CAMERA E AÇÃO!

Está começando mais um Programa...er. (Bem, nem eu sei o nome, é simplesmente um programa de entrevistas.)

Assunto de hoje: Amar a pessoa errada é a mesma coisa que amar ninguém?

Nossa entrevistada do dia é a Flor.

P – Programa
F – Flor

P : Olá Flor, como vai?
Diga-nos: Amar a pessoa errada é a mesma coisa que amar ninguém?

F : Oi. Simplesmente vou. Respondendo à pergunta: Às vezes, acreditamos que o amor existe... Sim, sempre ele, o tal do amor. Pensando por um lado egoísta: De que vale o amor se, quando tu mais acredita e quer, ele vai embora e te deixa em milhões de pedaços?

Acredito que o ‘amor’ seja uma obsessão por algo ou alguém, obsessão aquela que a gente acostuma com a ‘convivência’ ou, simplesmente, escolhe e depois fecha os olhos para o resto do mundo.

Sabe o que é mais engraçado? Isso já aconteceu uma vez, e eu sei que logo virá mais um!

O que leva uma pessoa a cair novamente no mesmo buraco (mais conhecido como: cometer o mesmo erro)? Vou contar-lhes uma história:

“Uma vez uma flor se apaixonou por um lobo, mal sabia ela que esse era o pior erro da sua vida. Não existe amor entre uma flor e um lobo. A flor serve para ficar onde está, onde nasceu, não é a toa que tem raízes. Já o lobo serve pra ficar por aí, vagando, procurando o que mais lhe fascina: o vermelho, mas não é qualquer vermelho. É aquele que pode entendê-lo, aquele que o conhece perfeitamente sem ao menos ter o tocado uma vez. Partindo disso, a flor que é vermelha é a mais perfeita aos olhos do lobo, entretanto a que mais sofre, pois um dia acreditou que viveria do seu sangue e acabou se deixando levar pelas suas histórias e experiências, viveram juntos por um tempo e ela acreditou que era feliz. Bem, o final não é feliz...

O amor (obsessão) que a flor sentia pelo lobo era tamanho que fazia aquela floresta ficar iluminada. Até que um dia, a fera chegou e falou que partiria levando consigo a bela flor e a floresta apagou. Tempo depois, estava a flor de volta. E a floresta? Continuou apagada.

Hoje, a flor não tem mais seu brilho e é apenas mais uma que foi pintada de escarlate e achou que poderia mudar o pensamento de um lobo vagal..."
[Texto de
Fie Cruz, adaptado.]

Então, é por isso que hoje eu odeio vermelho e amo a pessoa errada. *entre risos* Ninguém.

P : Muito obrigado pela sua paciência e atenção. Essa foi a experiência da Flor em relação ao amor, ficamos por aqui, obrigado pela audiência e até a próxima.

F : Tá...

[Pensamento da Flor]
"Mal sabem eles que eu tenho um amor.
Do meu jeito, mas tenho.
E é esse amor que me faz continuar, me visita todos os dias e me rega com seu carinho e verdade, me ouve quando eu não pronuncio uma palavra se quer, suga minhas lágrimas e as obsorve para baixo da terra.
Minha raíz.
Sem ti eu não eu não existiria.
Muito obrigada pelo espaço para dividir a dor de ser pintada da pior cor do mundo: o vermelho."

Música do momento:
"Katy Perry - Last Friday Night (T.G.I.F)"

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um descontentamento contente

"Toda euforia não é real. É apenas uma forma de desequilíbrio..."
Isso porque aula de Literatura, assim como o Lord Byron, inspira qualquer um...

Segunda Geração do Romantismo - Ultrarromântica ou Mal do Século.
É tudo simplesmente perfeito.

Álvares de Azevedo escreve poemas com o tema morte, ceticismo e irreverência, dúvida e tédio.
É claro que não poderíamos esquecer que sua inspiração foi originada a partir dos grandes nomes literários: Musset, Shelley e o maravilhoso Byron.
Casimiro de Abreu não fica pra trás, o espetacular e virgem poeta da Saudade. Saudade da pátria e da sua infância (idealizada, obviamente), utilizando a característica do escapismo.

Mas com que objetivo esses dois poetas escreviam?

Depois de inspirados pelo livro de Byron, repleto de mistério, descobriram que apenas um enigma ainda não poderia ser, de fato, desvendado: a morte.

Como um quebra-cabeças,
por mais que
você
tenha todas as
peças,
não é sempre que
você compreende o
que montou ou
sabe

o seu verdadeiro
significado.
Tudo bem se você nunca montou um;
ainda mais aquele de mais de mil peças.
É confuso.
Como o nada.

Nada de melodrama aqui.
Quem escreve todas essas palavras (des)conexas é a própria mente de um Álvares de Azevedo, que morre (literalmente, uma semana após escrever "Se eu morresse amanhã!") de curiosidade a fim de entender o que a morte reserva do lado desconhecido.
E quem responde é o Casimiro de Abreu, idealizando sua infância com os jardins, as flores e as suas angiospermas, achando que tudo podia ser perfeito. Com um toque de mal-du-siècle, tudo fica mais fácil.

C.A.: "Pois é, Azevedo. Resolvi inovar (eu sei, é a segunda ou terceira vez que lhe digo isso). Tenho saudade do tempo em que estudava, gostaria que, se não retornar, ao menos agora eu possa escrever algumas palavras que me lembre tudo o que fora bom. Ou melhor, vou idealizar. Quero compaixão vindoutros e amor-próprio para mim. Me arrependi do exílio [Portugal]. Brasil é tudo de bom: é carnaval, futebol e miscigenação!"

A.A.: "Concordo contigo, Abreu. Entretanto, eu quero mais é a morte. Lá, a morte também está presente e é nisso em que vou me inspirar para escrever. Lord Byron quem me ensinou e pretendo levar esse legado literário ao Fagundes Varela. Ultimamente, ando meio desanimado com a vida [depressão], ela tem sido injusta comigo..."

C.A.: "Ah! Morte, morte e mais morte! Você não acha que existe outras maneiras de fugir da realidade, sem ser por esse caminho obscuro?"

A.A.: "A única coisa de que tenho certeza é que, se eu morresse amanhã, iria ao menos fechar os olhos da minha triste irmã (aquela que eu não tenho)... O problema é essa dor no peito [tédio] que me devora; se eu morresse amanhã, ao menos ela emudeceria..."

C.A.: "Dor no peito? Pode ser problema de coração, Azevedo! Infarto... Já foi ao médico?"

A.A.: "Que nada. O remédio para essa dor maldita só se manifestará se sentarmos em um bar na Cidade Baixa e tomarmos um chopp, pois tenho de lhe contar as histórias de cinco homens com finais trágicos que ainda me dão ânimo para cada dia..."

C.A.: "Certo, certo... Amor, Morte e Bebida! Nada como passar a Noite na Taverna..."



Para o meu querido e melhor amigo Azevedo...

Cacá
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