sábado, 19 de março de 2011

Beijo! Tchau. Tu, tu, tu...

Finalmente: atendimentos e despedidas no telefone.
Sou campeã de tais fenômenos.
Assim, eu simplesmente odeio telefone. É pior que o bicho papão.
Dá medo olhar aquele aparelho comprido, alguns ainda com antena, outros não. Cheio de botões feito um celular, o botão de liga é verdinho e o de desliga é vermelho.
Números e mais números. E daqui a pouco ele cantarola aquele toque polifônico irritante e que infelizmente você tem que atender.
Vai que é urgência - afinal, seus pais sempre lhe ensinaram assim.

Eu ainda não sei com que objetivo eu tô escrevendo isso.
Ok, na verdade eu tinha um objetivo, mas eu deixei ele pra trás. Assim como muitas coisas na vida que você também vai deixar.
E eu tô aqui perdendo meu tempo porque eu to sem sono. A porca gorda aqui foi dormir às 13:30 e colocou o celular pra despertar às 14:30, e acordou às 17:15. Com a cara inchada, já diria um professor meu.
Só um lembrete: eu AMO abacate com todas as minhas forças.
Prosseguimos, então, primeiramente com três tipos de atendimentos mais comuns:

- "Alô? Muuuito bom dia! Aqui quem fala é..."
Educados:
sempre tem um maldito desses que enche o teu ser/espírito. Não sei se de amor ou de ódio.
Amor porque... bom, é sempre muito tri receber um bom dia, por mais que tu não conheça a pessoa. Já recebi bom dia, boa tarde e boa noite de desconhecidos (e não era um vendedor) e me senti o máximo. Parece que é conhecido (de anos), embora não seja.
Ódio porque o teu dia foi uma merda, tu fez tudo errado, se atrasou pro encontro, esqueceu o que tinha de levar e ainda não pagou o que faltava. Você está devendo desde a semana retrasada. E aí alguém vem com aquela frase ali, como se o teu dia realmente estivesse sendo bom. Ou como se a pessoa do telefone quisesse invejar porque o dia dela foi espetacular, do contrário do teu que não chegou nem perto de um espetáculo. Só se for de palhaçada.

- "Alô? Por gentileza, eu gostaria de falar com a responsável pela conta do aparelho tal. Ela se encontra?"
Telemarketing: eles não gostam de fazer esse serviço e você muito menos de recebê-lo.
Assim, eu mandei um currículo pra isso aí, como se eu realmente fosse gostar (já que odeio falar ao telefone). O problema não é o trabalho, é medo do aparelho mesmo. Ok, mentira, mais tarde eu falo realmente qual o problema. Mas eu adoraria bater um papo com alguém que eu ligasse lá do serviço: primeiro porque, não sei como, o pessoal reconhece a minha voz de longe *ironia* e segundo... colocar o papo em dia é saudável!
"Por gentileza, eu gostaria de falar com..."
"É tu, cara?"
"Sim! Tô trabalhando em Telemarketing... foi o que sobrou pra mim. E tu? Foi na festa que teve no sábado do nosso amigão lá?"
"Ah... sim! Neeem te preocupa: não perdeu nada... o cara tá tri bem de vida e tava lá, se gabando pros outros..."
"Não acredito... bem tipinho dele mesmo, né?"

- "Alô? Eu gostaria de falar com a -PESSOA DE NOME INCOMUM-. Como ela não tá? O telefone não é 33696969? Ué, mas ela me deu esse número. Foi engano, tchau."
Engano:
todos cometem, mas nem sempre se dão conta que o engano fora do simples errar de número na hora da discagem afobada.
Como eu tenho pavor de telefone, difícil eu ligar errado. É claro que sempre tem uma primeira vez... ao menos, antes de desligar, pedi muitas desculpas.
Tentei de novo e deu certo.
Eu tinha trocado um 6 por um 9.
Aliás, sugestivo o telefone do exemplo, não?
E não tentem...

E agora apresentamos os três tipos mais comuns de despedidas no telefone:

- "Pô cara, mas é isso aí, tenta fazer aquilo que eu te falei. Não. Sim, sim, isso mesmo. Pega a rua tal, entra na terceira casa e depois de lá tu pode pegar o ônibus tal. Não, não tem uma parada na frente, tu tem que caminhar no mínimo uns 2 quilômetros... ah! Para! Não reclama!...iiiih, já vai? Mas você ainda nem me contou aquilo. Deixar para amanhã? Putz, amanhã não sei se vai dar, me conta agora, bem rapidinho... é, eu tenho aquele curso e depois eu chego em casa e tenho a tarde livr.. ah, não, eu tenho médico. Mas o que aconteceu? Bá...que péssima. Ah, sim, claro...você tá indo dormir... mas tu entendeu o caminho? É bem simples né... ô, espera. Não desliga ainda. Assim, quando tu chegar na esquina, me dá um toque que eu levo o celular pra aula e deixo no silencioso, mas sempre tô com ele no bolso vendo se tem mensagem ou se tá perto do horário de ir pra casa. O quê? Não entendi. Ah, eu seeeei. Relaxa cara, você tá muito estressado. A noite é uma criança. Já tentou fazer acunpultura? Dizem que é muito bom, dá uns estralinhos na coluna quando pega a agulha. Ah, sei...tem que acordar cedo. Beleza. Até a próxima, mas...hein, sério, se precisar me liga mesmo, estou a disposição. Tchaaaaaau. Fica bem. Terceira casa, viu?"
NUNCA-DESLIGA: Sinceramente? Cansei de escrever tudo isso seguido como se fosse uma frasezona só. Esse é o cara que se pudesse investir naquele Plano Infinity da TIM e pagar cinquenta centavos a ligação pra falar eternidades, ele falaria. Tem assunto de sooooobra, normalmente é uma pessoa bem -e bota BEM- informada (ah, esqueci de que pode ser também informada de uma cultura meramente inútil).

- "AAAAH NÃO, MÔR. Desliga tu primeiro. Ai, eu não gosto porque daí parece que eu to desligando na tua cara. Vamos fazer o seguinte então, bebê: no três, tá? Um...dois...três! Beeeijo! Ai, tu nunca esquece disso né? Tá bom, tá bom, eu vou fazer de novo pra ti. Mas tem que comer tudiiiinho pra ganhar muito mais! Eu sei que você gosta, meu lindinho. Também te amo. No três, de novo? Ah, você faz eu me perder. Contigo eu tenho vontade de contar até mil (nota: BREGA.)! Um...dois...ah! como você é engraçadinho, né? Depois eu acho até que dá vontade de desligar na cara mesmo, bobão. Para com isso, amanhã a gente resolve, temos tempo. Foi? Um... dois... três! Tchau! Te amo muito, não esquece! Beijão! Beijão na boca! Seu lindo! Diz tchau logo! Tá! Tchau! Beijo! Boa noite! Te amo também! Tchaaaaau..."
APAIXONADO-RETARDADO: Nada contra, porque até eu tenho essa mania abobada. Só que é muito engraçado que a gente fala tuuuudo isso e, no final, era só pra gente desligar o telefone. Um tchau é suficiente. E essa contagem idiota até o três quase nunca funciona (não comigo!).
Nós tentamos nos enrolar...enrolar a pessoa do outro lado da linha... prolongando o máximo a despedida...
e conseguimos, né?

- "Então faz isso dessa forma, talvez encontre o que tu queira. Não, eu disse pra ela pegar dois, um pra mim e pra você, mas não sei se ela vai conseguir. É difícil... mas pode dar. Vamos torcer que sim... E se tu já tiver um, me avisa antes. (tu, tu, tu, tu....)"
DESLIGA-NA-CARA: Só pra caso alguém não tenha entendido, os tu-tu-tu's entre parênteses significa a pessoa desligando o aparelho de telefone.
Geeente, isso é um problemão sério! O meu pai sofre disso, é a coisa mais triste que poderia ter conhecido de mania dos meus pais. Tu tá alí, falando com a pessoa numa boa e de repente tu crente de que caiu a ligação porque tava chovendo lá ou qualquer coisa do gênero...mas nããão. A pessoa já falou tudo o que tinha pra falar e clica na porcaria do botão vermelho apavorada, porque não sabe dizer um tchau decentemente.
Quem não é acostumado com esse tipo, sempre acha que é falta de educação...
Acontece.

Cara, telefone é uma incógnita.
Aliás...
O problema citado na parte do Telemarketing é que eu odeio ficar sem assunto no telefone. E pessoalmente também. Bate um pavor tremendo, vontade de sair correndo e gritar qualquer coisa para que a pessoa responda. É o mesmo que fazer uma pergunta, sem ela ser respondida. É algo tipo... meio que... no vácuo, entende?
O pior mesmo é quando tu repete a pergunta... e continua aquele silêncio constrangedor, sabe?
Não que eu já não tenha feito o mesmo com uma pessoa, às vezes dá vergonha de responder, sei lá, mas ao menos precisamos de uma resposta convicta pra termos certeza de que a pessoa ainda se encontra na linha, né??
...ei.
Alô?

2 comentários:

  1. DASIUDAHDAS GENIAL SÉRIO DHASUDHSADHAS EU AMEI ESSE TEXTO! NUNCA RETRATARAM TÃO BEM UMA LIGAÇÃO E SEUS TIPOS DAUHDUADAS

    TU É INCRIVEL, BIBI (L)

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  2. Eu odeio receber BOM DIA, por mais lindo que esteja o dia.

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